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 Depois de sucessos como WandaVision e Falcão e Soldado Invernal , chegou a vez do Deus da Trapaça, LOKI  ter sua própria série no Disney +...

LOKI: A Marvel fez mesmo isso?? (resenha c/ spoilers!)

 Depois de sucessos como WandaVision e Falcão e Soldado Invernal, chegou a vez do Deus da Trapaça, LOKI ter sua própria série no Disney +. Nossa resenha terá spoilers ao final, depois de "Opinião", ok? Então se você esperou para ver toda série de uma vez, confira nosso post primeiro para depois assistir com as devidas expectativas - porque o hype, sabemos, é nosso maior inimigo!


Não dá pra evitar: spoilers de Vingadores: Ultimato:

O ponto de partida da série do LOKI está no meio de Vingadores: Ultimato, então não podemos deixar de falar do filme que finalizou todo um grandioso arco no UCM (Universo Cinematográfico Marvel, em inglês MCU), então vamos lá!

Com o desfecho de Vingadores: Guerra Infinita, onde Thanos consegue derrotar os heróis mais poderosos da Terra e os Guardiões da Galáxia, conquistando todas as Joias do Infinito e as usando com a Manopla do Infinito e, num estalo de dedos, dizimou metade do universo, coube aos heróis restantes um jeito de resolver o problema (do jeito mais comics possível!): com viagem no tempo. No processo, porém, ocorre um pequeno incidente que culmina na série do Loki: o irmão adotivo de Thor pega o Tesseract e some, impedindo que sua prisão ocorra ao final de Vingadores (2012), o que causaria um erro sério na cronologia dos eventos da Marvel! Ao menos que...

...Estava tudo pré-determinado:

A partir daqui falaremos sobre a série do LOKI efetivamente, ok? 

Loki conseguiu escapar de seu julgamento pelos crimes que cometeu na invasão Chitauri de Nova York através do Tesseract (eventos de Vingadores e Vingadores: Ultimato), mas onde ele foi parar? Loki (Tom Hiddleston) viaja para um deserto qualquer, longe dos heróis da Marvel, e agora mais ambicioso para poder arquitetar outro plano para dominar o planeta Terra. Porém, ele (e nem os telespectadores) poderiam contar com a AVT: Agência de Variação Temporal (ou TVA, em inglês).  Os funcionários da AVT, os minute-man (homens-minuto), capturam o vilão e o levam para a Agência. 

Lugar confuso e estranho para um deus asgardiano, a AVT surge no MCU como uma agência responsável por manter uma estabilidade no fluxo temporal, garantindo que tudo siga o caminho determinado pelos Guardiões do Tempo, protegendo a Linha do Tempo Sagrada. AVT segue somente as regras dos Guardiões, que se comunicam diretamente com a juíza Ravonna Renslayer (interpretada por Gugu Mbatha-Raw) - que julga Loki como culpado pelos crimes cometidos contra Linha do Tempo Sagrada. 

Neste instante, porém, um outro personagem é introduzido, Mobius (Owen Wilson), que pretende usar Loki como um auxiliar para capturar misterioso viajante temporal que está matando homens-minuto. É assim que começa a série - mas seu desfecho é completamente diferente! (Falaremos disso com spoilers adiante)



O bom, o mau e o Loki:

Diferente das demais séries da Marvel pelo Disney +, Loki não precisou ser desenvolvido ou ter de contar sua infância e dificuldades, como foi com Wanda e Sam Wilson; ao contrário, aqui temos um personagem querido por todos fãs do MCU, desde sua primeira aparição em Thor (2010) até Vingadores: Guerra Infinita. Com tantos anos de desenvolvimento, há possibilidade de aprimorar o personagem? 

A resposta é SIM. A Marvel fez algo inédito: trilhar um caminho de redenção de Loki, trabalhado ao longo de tantos filmes, em seis episódios na série. Mas, ainda que seja o mesmo Loki, que ele se torne alguém torne alguém mais nobre ao final da temporada (como também se tornou no último filme que participou), aqui o caminho aqui é outro. AVT e o campo de atuação da série é distinto de tudo que foi feito até então. A Marvel conseguiu tocar em assuntos bem complexos de modo muito inteligente, ou seja, utilizaram a série para tratar de viagens temporais, multiverso, variantes temporais etc. E ainda conseguiu manter o bom humor e uma constante de qualidade da série. 

Loki, aqui, precisa lidar com outros questionamentos sobre sua pessoa: por que ele realmente faz o que faz? Por que o desejo ardente pelo poder? Qual seu destino, afinal? Qual seu propósito? Tais questionamentos - metafísicos e existências? sim, mas  bem apresentados, de modo não maçante - são acompanhados de uma grande aventura, marcada por muitas reviravoltas, alívios cômicos e viagens temporais!

O personagem de Loki, desde sua mitologia nórdica até as representações modernas nas HQs e filmes da Marvel, é um personagem que permite estes questionamentos acima citados: suas ações não se dão no plano da total moralidade e virtude, tampouco na total malignidade; Loki é um personagem complexo por favorecer a si, com momentos eventuais de altruísmo, daí que a série precisou olhar o Loki de outro modo e nos faz perguntar (de modo genial): "o que faz um Loki ser um Loki?"

Loki e Cia.

A série só poderia crescer tanto na presença de outros grandes atores que contribuíram para desenvolver outras personagens. Tom Hiddleston, claro, está mais a vontade do que nunca no personagem, sendo extremamente falante, irritante, carismático, profundo e ainda ardiloso como um bom Loki que ele é. 

Mas a experiência de ter um Loki em tela é complementada com a presença de um Mobius, que, na brilhante atuação de Owen Wilson, rouba a cena com facilidade, gerando excelentes diálogos complexos, acompanhados de bom humor (ponto alto da série que poucas vezes se torna enjoativo). O agente Mobius, que é inteiramente dedicado a AVT, vai, gradativamente, sofrendo mudanças na presença de Loki, formando uma parceria muito agradável. 

Além disso, Mobius faz o contraponto a personagem Caçadora B15 (Wunmi Mosaku), que segue à risca às leis e regras da AVT, como uma personagem mais "militar", enquanto Mobius procura outras vias, "menos violentas", de lidar com as questões. Os dois personagens, contudo, são submetidos aos mandos de Ravonna, que é a grande coordenadora da AVT, por ser a única capaz de se comunicar com os Guardiões do Tempo. Esse elenco de personagens (que, aliás, só cresce ao longo da série!), possui sempre algum momento marcante, ainda que por vezes fiquem aquém do que se espera, mais por questões de roteiro do que pelos atores e atrizes em si. 




Não podemos deixar de citar outro destaque da série: os efeitos especiais! Usando muito do CGI e fundo verde, Marvel conseguiu oferecer cenários belíssimos ao espectador, acompanhado de uma trilha sonora que possui bons momentos, mas nada que chega a ser destaque aqui. O que merece sim ser louvado no seriado é sua capacidade de manter a constância de qualidade acima da média, desenvolvendo personagens e enredo, levando LOKI como uma das principais produções da Marvel e dando o start definitivo na fase 4! 

Colocando tudo isso na balança, a série de LOKI é, com certeza, a melhor das séries do Disney+ da Marvel atualmente. Com desfecho melhor do que as precedentes produções (WandaVision e Falcão e Soldado Invernal), podemos dizer que a série tem nota: 4,5 de 5. Podem correr para conferir!

Agora, como acordado, vamos passar aos spoilers, a fim de discutir alguns pontos que a série nos trouxe.

Spoiler time!

Aqui não pretendo me adentrar muito, acredito que o post esteja suficientemente grande a esta altura, mas não podemos deixar de comentar sobre o final da série!

A Marvel foi muito ousada (daí o título deste post!) em ter feito algo tão importante quanto introduzir um personagem como o Kang, O Conquistador na série de LOKI. Claro, Aquele que permanece não é exatamente o Kang, é uma variante - inclusive, foi incrivelmente apresentada, aguardo ansioso para ver o contraste desta variante com o grande vilão que é o Kang, o Conquistador. Ao final da série, a Marvel abriu incontáveis caminhos a serem perseguidos ao abraçarem não só as viagens temporais como também o multiverso se digladiando e expandindo infinitamente! Qualquer fã no assunto ficaria contente com este tipo de coisa. 

Agora, o que achei que ficou a desejar foi o momento do Mobius com Ravonna no ep.6: esperava o Mobius mais decidido a agir, a combater, mas não teve nem uma briga séria, Ravonna deu um soco e resolveu tudo, sendo que no final do ep.5 ele dizia que ia queimar a AVT - pelo visto, não deu certo! 

Também é preciso citar que a série demora a engatar efetivamente: os eps. 1 e 2 são incríveis, o 3 ficou bem mais lento na situação de Lamentis, o quarto achei incrível (porque toda hora acontecia uma reviravolta diferente!), o 5º episódio eu achei mais arrastado e o 6º é muito surpreendente pelo final. Porém, muitas questões, sobre a origem da AVT e como ela foi construída, foram deixadas de lado. Com a confirmação da segunda temporada, esperamos respostas!

É isso que gostaria de comentar aqui, e vocês? Assistiram LOKI? O que acharam? Comente aqui no post para trocarmos uma ideia! E não esqueçam: sigam-nos nas redes sociais, especialmente nosso Facebook e Instagram!

 Olá pessoal! Como estão? Esperamos que bem! O post de hoje é sobre uma série original da Netflix que é um pouco diferente das outras séries...

Love, Deaths & Robots - Vale a pena ver uma série tão alternativa? [+18]

 Olá pessoal! Como estão? Esperamos que bem! O post de hoje é sobre uma série original da Netflix que é um pouco diferente das outras séries rotineiras da plataforma, "Love, Deaths & Robots"! Será que é uma série que vale a pena ser assistida? 

A primeira temporada contém 18 episódios e a segunda apenas 8 (uma pena, eu queria ver mais). É uma série para todos os tipos de público, para quem gosta de enredos chocantes, misteriosos, engraçados e envolventes. Então venham comigo!


As histórias:

Como o próprio nome da série diz, cada um dos episódios, tanto da primeira como da segunda temporada tem sempre os tópicos do título, podem envolver apenas um, pode ter dois assuntos e até mortes, robôs e amor, tanto de maneira explícita quanto implícita.

Cada episódio é independente, ou seja, não dependem um do outro para acontecerem, cada um deles tem um arco bem definido e conseguem de maneira satisfatória iniciar, chegar ao clímax e encerrar.

O que posso dizer sobre as histórias? Que são muito bacanas e diferentes! Esse é o ponto da série! Por mais que cada um dos episódios tenham em comum três assuntos principais, cada um conta uma narrativa diferente. Existem histórias mais cômicas e divertidas, outras mais reflexivas, histórias psicodélicas, e histórias misteriosas, onde o telespectador deve ficar 100% atento para não perder nenhum detalhe!

Apesar de todas as histórias terem um teor de verdade e serem, em partes, completamente possíveis se aplicadas na vida real atual ou em um futuro (talvez nem tão distante), a maioria delas inclui em seu enredo fatores sobrenaturais ou inexistentes, como monstros de outra dimensão, máquinas ultra modernas, loopings temporais e assim por diante.

Apesar de cada episódio contar uma história e conter personagens e situações completamente diferentes, é uma série muito interessante, que prende muito o espectador, pois os finais são sempre surpreendentes ou inesperados, que fazem a gente pensar "será que é isso mesmo?"

Outro ponto que eu observei foi que, algumas histórias já iniciam de acordo com a visão  e desenvolvimento de uma personagem só, fazendo com que, por conta desse enredo já desenvolvido e uma visão da situação já formulada, surjam perguntas sobre "o que veio antes", como: o passado da pergonagem e passado daquela sociedade. Mesmo assim, isso não atrapalha a conclusão do episódio, que é bem executada.

Nesse caso, o "problema" mesmo não é como a história se encerra e sim episódios que  mostram apenas uma visão sobre aquilo que nos é contado e deixam diversas perguntas pairando no ar, que não são explicadas para nós. Acredito que seja com o intúito de nos fazer pensar sobre a distopia mostrada e perpetuar o mistério intigrante da trama, ou pelo simples fato dos realizadores preferirem dessa maneira e materem o padrão de episódios curtos sem muitas explicações. Essa "falta" de explicação acaba nos fazendo pensar em diversas possibilidades e teorias, além de colocarmos em mente "e se isso acontecesse na nossa sociedade, como será que lidaríamos com isso?". 
Lembrando que não são em todos os episódios que isso acontece!


Os estilos de animação:

Outra característica que faz a série única são os episódios serem apenas compostos por animações, exceto um, na primeira temporada que tem a presença ilustre dos atores Mary Elizabeth Winstead e Topher Grace. 

Voltando ao tópico das animações, apesar de alguns episódios usarem o estilo de desenho, a maioria deles tem as técnicas de animações completamente diferentes, o que torna as histórias muito autênticas, pois cada estilo combina perfeitamente com o tema apresentado em tela e se fossem feitos todos de maneira igual, nenhuma história teria o tom único que tem.

Os estilos presentes são: os ultra realistas, que me impressionaram muito, pois a qualidade é de encher os olhos; temos animações em 2D, por vezes cartunescas, por vezes mais simples; temos animações realistas, porém com traços e proporções menos reais; tem animações misturando 2D e 3D; animações 2D mais escurecidas e até episódios em estilo de HQ aparecem.

Como eu mencionei acima, os estilos dos desenhos tornam cada história mais autência. Eu imagino que se todos os episódios fossem compostos pelo mesmo traço de animação, não daria tanta graça, pois a mesma vêm de histórias únicas, diferentes e impressionantes.


Minha opinião:

Então vale a pena ver essa série? Vale e muito! Os episódios são curtos, tem no máximo 18 minutos de duração e nos envolvem demais. Apesar de cada história contar uma coisa, conter personagens e características diferentes, é uma série para maratonar mesmo!

Infelizmente, a série é recomendada apenas para o público maior de 18 anos, pois contém cenas de violência explícita e cenas de nudez. Tirando isso, a série é incrível e impressionante de tão viciante!

O que eu mais gostei foi de me apegar a diversos personagens em apenas alguns minutos, pois cada um é contruído de maneira muito espontânea. Parei diversas vezes para pensar o que mais poderia ter acontecido e como seria se vissemos a história de outro ponto de vista.

Eu estou apaixonada pela série, sua primeira temporada estreiou na plataforma dia 15 de março de 2019 e até que a segunda temporada demorou, estreou apenas dia 14 de maio de 2021, mas apesar disso, eu gostaria muito que uma terceira temporada viesse o mais breve possível.

E vocês leitores? Já viram essa série? Contem para nós o que acharam! Qual sua história favorita?



É isso gente, espero que tenham gostado e até a próxima!


Saudações, Inicianrtes! Como vão? Se vocês estão ligados no mundo pop  e geek  devem estar cientes sobre a animação The Invincible , que é, ...

(+18) The Invincible -A melhor série de super-heróis?

Saudações, Inicianrtes! Como vão?

Se vocês estão ligados no mundo pop e geek devem estar cientes sobre a animação The Invincible, que é, de longe, o que há de melhor na atualidade em matéria de séries de super-heróis. Haverão aqueles que vão defender WandaVision, Falcão e Soldado Invernal, The Flash (oh dó!), Titãs etc., mas vim aqui provar meu ponto! Hoje listaremos os motivos que fazem The Invincible ser uma das, senão a melhor, série de super-heróis feita até hoje! Então bora lá!

Super Adolescente:

The Invincible marcou presença no cenário nerd por sua animação, mas sua origem se deu nas páginas na extensa série de Robert Kirkman, o mesmo autor de Oblivion Song e The Walking Dead. Kirkeman comenta que sempre foi fascinado pelas histórias do Homem-Aranha, porque Peter Parker era uma representação muito boa do adolescente com diversos problemas pessoais, apesar de seus poderes; ou seja, o que causava admiração de Kirkman era justamente o lado humano do Homem-Aranha, os seus poderes eram apenas um pretexto para abordar algo maior: as escolhas, responsabilidades e dilemas que o mundo irá nos colocar. 

Com essa inspiração forte, Kirkman escreve The Invincible. A série em quadrinhos nasceu em 2003, com roteiros de Kirkman, desenhos de Cory Walker (e, posteriormente, Ryan Ottley). Uma larga produção, que vai de 2003 a 2018, contando a vida de Mark Grayson, um jovem que é filho de Omni-Man, o ser mais poderoso do planeta. Mark atinge sua adolescência e ainda não manifestou seus poderes, se contentando com a vida normal, embora sonhe em ser um herói tão incrível quanto o pai. Até lá, Mark precisa trabalhar num emprego chato, sofrer bullying do valentão e não ter um par romântico. Mas tudo isso muda drasticamente quando seus poderes finalmente se manifestam, então ele se torna...



Poderes e Diversão não caminham juntos:

O que mais chama atenção é o fato de que Mark, ao adquirir poderes, acha que será incrível, que vai derrotar inimigos e fazer o bem. É o que muitos de nós pensaríamos se ganhássemos poderes, mas a realidade é bem mais cruel. Mark em poucos episódios vai se deparar com ameaças sérias ao povo terráqueo, pessoas brutalmente assassinadas, destruição de casas e afins, e tudo isso o impacta. Afinal, ser herói não era só bater nos malvados? 

Invincible Trailer Reveals First Look At Robert Kirkman's ...

Daí que vemos Mark se desenvolver enquanto herói, tendo contato com Atom Eve, membro de uma equipe de jovens poderosos que precisaram proteger o planeta, já que a "Liga da Justiça" ("Os Guardiões Globais" da série) sofreu um ataque repentino e foi aniquilada. Então precisamos saber quem os atacou, por quê e como Mark e os heróis devem deter essa e outras ameaças! É com esse princípio que a série da Amazon Prime Video trabalha, com 8 episódios sensacionais dotados de toda violência gráfica possível! A recomendação de ser +18 não é exagero: há situações verdadeiramente agonizantes pela quantidade de sangue jorrado em cena, além de dilaceração.

 Inclusive, sobre este assunto, vi muitas pessoas reclamando da quantidade de violência que o material traz, sendo ainda mais visceral que sua versão em quadrinhos. EU não creio que seja um problema e nem elemento inútil! A série deixa claro que ser super-herói implica em arriscar sua vida, num esforço que muitas vezes é inútil. A humanidade é extremamente frágil e ao concluir a primeira temporada, esse aspecto é fundamental para o entendimento das personagens envolvidas. A brutalidade que atravessa a série é uma forma de marcar os perigos que Mark está correndo para proteger seu povo: é vendo pessoas sendo mortas na sua frente por um ataque alienígena que Mark fica desestabilizado, também é por isso que ele adquire uma força descomunal e passa a enfrentar seus medos e inimigos, se superando como herói e como uma "boa pessoa".

A animação, o elenco e os dramas:

Se por um lado temos uma série brutal com violência desmedida, por outro lado temos muitos dramas também, que nos sensibilizam e desenvolvem vínculos com as personagens. As paixões, decepções, valores de cada personagem, principalmente de Mark, são bem expressas. E esses sentimentos crescem tanto ao longo da primeira temporada que há uma explosão de emoções nos últimos episódios. Claro, isso só foi possível pelo elenco da série: Steven Yeun (Mark Grayson), Sandra Oh (Debbie Grayson), J.K. Simmons (Nolan Grayson/Omni-Man), Zazie Beetz (Amber Bennet), Walton Goggins (Cecil Stedman), Gillian Jacobs (Atom Eve) e Seth Rogen (Aleln the Alien) são alguns nomes que marcam presença na dublagem da animação. O próprio J.K. Simmons rouba a cena quando toma voz de Omni-Man!

Amazon Greenlights Robert Kirkman's 'Invincible' Animated ...

Além disso, a animação faz uma boa adaptação da obra, encurtando as primeiras doze edições em 8 episódios de 50 minutos. Pegando elementos de outros arcos, integrando nesta temporada. Já temos confirmadas as temporadas 2 e 3, resta aguardar sua estreia, que deve ocorrer em 2022. 

Diante do que foi dito acima, fica claro que The Invincible é uma das melhores séries de animação da atualidade, e certamente uma das melhores séries de temática de super-heróis. O único problema é não ser indicada para maiores de 18 anos, o que restringe o público. Mas isso é a nossa opinião! Qual a sua? The Invincible é tudo isso? Acredita que há séries melhores, se sim, quais? Comenta aqui para gente saber!

Nos encontramos logo em breve, até mais!




Há seis semanas estreou no Disney + a série da Marvel "Falcão e Soldado Invernal", batendo recordes de visualizações, sendo a mai...

Falcão e Soldado Invernal - O legado daquele escudo! (resenha com spoilers)

Há seis semanas estreou no Disney + a série da Marvel "Falcão e Soldado Invernal", batendo recordes de visualizações, sendo a maior estreia da plataforma até o momento. Hoje, depois de termos comentado sobre o final de WandaVision, podemos finalmente falar dos novos desafios de Sam Wilson (Anthony Mackie) e Bucky Barnes (Sebastian Stan). Cabe aqui darmos um aviso: a série é uma sequência direto de Vingadores: Ultimato, por isso teremos alguns spoilers do filme de 2019. Vocês foram alertados, agora vamos lá!

Falcão e o Soldado Invernal': Último episódio revela a identidade do  [SPOILER!] | CinePOP

Apátridas e Patriotas:

A série abre com uma cena de ação do Falcão colaborando com as Forças Aéreas norte-americanas. Nessa cena (muito bem produzida, diga-se de passagem), somos apresentados a Joaquin Torres (interpretado por Danny Ramirez), parceiro de Sam Wilson nas missões militares. Torres informa Sam sobre uma nova organização de rebeldes mascarados que tem causado tumultos em seus protestos, invadindo bancos e atacando policiais: Os Apátridas. 

Os Apátridas são os inimigos centrais da série, liderados por Karli Morgenthau (Erin Kellyman). O objetivo dos Apátridas nasce durante o intervalo entre Guerra Infinita e Ultimato. Segundo os Apátridas, quando metade da humanidade morreu, um mundo novo surgiu: os Estados-nações foram fragmentados, o que fez com que as pessoas se unissem e cooperassem com justiça e igualdade. Mas quando a humanidade voltou à vida, os países voltaram com suas fronteiras, dividindo a população; cansados dessa segregação causada pelas nações, os Apátridas querem por fim a estes governos, não por acaso o lema deles é "Um mundo, um povo". E claro, para derrubarem os governos, eles precisam de poderes, por isso tomam soros de super soldados. 

Falcão e o Soldado Invernal | Quem são os 'Apátridas'? Quais as diferenças  da série para as HQs? | CinePOP
Aqui uma imagem de Karli Morguenthau, a líder dos Apátridas. A máscara é um charme do grupo rebelde!


A contraparte dos Apátridas é o CRG, o Conselho de Repatriação Global. O CRG é uma organização supra-estatal que procura repatriar aqueles que voltaram do bleep, oferecendo casa, emprego e mais para quem ficou 5 anos morto. Porém, para os Apátridas, o CRG acabou desamparando aqueles que ficaram vivos na Terra, sobrevivendo em péssimas condições. Sem todos governantes, políticos, trabalhadores e comerciantes, o mundo sofreu uma crise humanitária sem precedentes, então podemos imaginar os perrengues vividos por quem sobreviveu ao estalo de Thanos.

E enquanto temos o CRG expulsando pessoas de casas, colocando-as como refugiados, e os Apátridas causando uma convulsão social, surge a figura de John Walker, o novo Capitão América. Walker sempre foi um excelente soldado: recebeu medalhas de honra por ter participado da expedições militares no Oriente Médio ao lado de Lemar, seu melhor amigo. Quando Sam entregou o escudo (dado por Steve Rogers no final de Ultimato) ao governo dos EUA acreditando que seria exposto no Museu do Capitão América, jamais pensou que este seria usado por Walker para ser o novo Sentinela da Liberdade.

John Walker estampa novo cartaz de Falcão e o Soldado Invernal | Arroba Nerd

De imediato, uma antipatia pelo Walker nasce, tanto pelo Sam, que se vê arrependido de ter dado o escudo ao governo, quanto por Bucky, que, enfurecido, reclama com Sam sobre a posse daquele escudo estar nas mãos erradas. Para Bucky, que lutou na Segunda Guerra Mundial com Steve Rogers, o escudo era um símbolo, não só do amigo e pessoa que foi Steve, mas também dos valores que ele carregava, portanto Sam ter abdicado do título de Capitão foi um grande erro. 

Amigo em comum:

Como falamos acima, Bucky e Sam tem certa discussão por conta do descaso em relação ao escudo, mas, a bem da verdade, eles nunca foram amigos de verdade. Bucky e Sam são personagens que possuem um amigo em comum: Steve Rogers, e só, nada além disso. Mas a série acerta justamente no ponto de tentar aprofundar estes personagens que foram deixados em segundo escalão pela Marvel. 

A começar pelo Falcão. Sam Wilson tem uma vida civil simples, cuidando do barco de pesca dos falecidos pais, tentando ajudar financeiramente sua irmã, Samantha, mãe de seus dois sobrinhos. A única solução para lidar com as dívidas, segundo a irmã, é a venda do barco, que o Sam recusa, procura um banco, mas depois do bleep a economia sofreu um forte impacto, o que impossibilita Sam de pegar um empréstimo

Falcão e o Soldado Invernal - 1X01: New World Order (Marvel, 2021)

Esse é o primeiro de vários elementos que a série mostra sobre a dificuldade que um homem negro sofre na sociedade americana. A Marvel foi muito atenciosa em apresentar elementos do racismo estrutural que cercam a vida de Sam; inclusive, foi por conta de todo esse racismo que Sam não aceitou ser o Capitão América: porque um enorme número de pessoas jamais o aceitariam como tal. Esse tópico é retomado mais a frente com outro personagem: Isaiah Bradley, o primeiro Capitão América negro, que ficou esquecido nas páginas de história por ter sido torturado, preso e usado como experimento pelo próprio governo que ele defendia. Isaiah foi uma das melhores adições à série. 

Em contrapartida temos Bucky, que vive não mais o dilema de ser usado como arma, ou seja, de ser controlado como Soldado Invernal (isso é mostrado num flashback dele em Wakanda, se livrando do controle mental, numa das cenas mais sensíveis da Marvel até o momento). Na verdade, o Bucky agora está fazendo uma terapia para ajuda-lo a lidar com todo mal que ele causou, o que não é pouca coisa, enquanto isso ele tenta ter uma vida normal, saindo com uma garota para se relacionar. 

Sinceramente falando, no meu entendimento, o arco do Bucky estava 80% concluído nos filmes, a série só apresentou a fase de aceitação dele com o passado, o que foi importante, mas nos deixa em dúvida sobre os rumos do personagem. Eu adoraria ver seu desenvolvimento como Lobo Branco trabalhando para Wakanda, mas o perdão pela traição de libertar o Barão Zemo deve demorar.

E sobre o Zemo (Daniel Brühl) só posso dizer que rouba a cena toda vez que ele aparece! Entre os episódios 3 a 5, que temos o desenvolvimento do personagem, mostrando sua convicção e ameaça, Zemo finalmente põe sua famosa máscara transmitida por gerações, e mata quem estiver contra seu objetivo de acabar com os super-seres, que se acham tão acima dos humanos, esquecendo de suas responsabilidades. Esse arco do Zemo é um dos pontos mais altos da série.

Falcão e o Soldado Invernal | Os 3 vilões confirmados na série

Desenvolvimento, novos lugares, novos vilões:

A série possui a seguinte estrutura: surge um grupo de rebeldes (Apátridas) e um novo Capitão América (John Walker); Falcão e Soldado Invernal precisam de ajuda para saber quem oferece os soro a eles, por isso libertam o Zemo da prisão, vão para Madripoor, encontram Sharon Carter e conseguem novas informações; por fim, numa missão, Lemar morre pelas mãos da Karli, o que deixa Walker furioso e o faz matar um dos Apátridas em praça pública (o que foi chocante!). A resolução de tudo isso se dá no último episódio, quando Sam finalmente assume o manto de Capitão América e foi sensacional! Além disso, a série possui em todo episódio um momento para ação muito bem feita, depois uma sequência narrativa policial, o que remete muito ao filme "Máquina Mortífera".

O desenvolvimento da série é bom e vejo que a Marvel acertou muito em apresentar tantos temas sociais, situando o núcleo do Cap. América onde ele deve ficar: no solo, nas questões sociais, ainda que ele precise também ir ao espaço lutar com seres como Thanos. 

A série segue muito bem o foco dela: o Falcão e o Soldado Invernal. Os dois personagens são muito bem desenvolvidos, contam com cenas de ação e emoção bem feitas, e dentro desses dois personagens um núcleo também é bem trabalhado: Isaiah Bradley e Samantha Wilson por parte de Sam, e as Doramilaje por parte de Bucky, apesar da rápida aparição do grupo de guerreiras wakandanas. Porém alguns nomes ficam devendo, como a própria Sharon Carter que se revelou como Mercador(a) do Poder, mas não houve uma transição muito boa da heroína para a vilã tão cruel.

Ainda um ponto que ficou a desejar foi justamente a Karli, que teve uma conclusão estranha no último capítulo, enquanto John Walker, que foi uma das melhores coisas que a série fez, desapontou quando "virou herói" (ou melhor, anti-herói) de última hora, sem nenhum conflito com Bucky ou Sam, deixando as diferenças de lado para combater os Apátridas. Essa foi talvez a pior parte da série, pensei que a Marvel fosse mais ousada ao colocar dois vilões no programa, pensei que adotariam uma solução equivalente ao que foi o final de "Demolidor" (da Netflix), quando Rei do Crime, Mercenário e Demolidor entram num conflito em que os dois vilões e o herói caem no soco freneticamente.

A mensagem final:

E claro, não podemos concluir nossa resenha sem comentar o que a série efetivamente se trata. "Falcão e Soldado Invernal" toca em vários temas: a responsabilidade de carregar o escudo do Capitão América, a cultura militarista dos EUA que criam pessoas como Walker; o racismo estrutural e os refugiados. Mas a mensagem final da série transmite os valores que um Capitão América deve ter. Muito mais do que carregar o escudo e ser um bom soldado, é preciso ser uma boa pessoa, por isso a bela fala de Sam Wilson ao dizer que "não tenho super poderes, meu único poder é acreditar nas pessoas, acreditar que podemos fazer um mundo melhor". 

Em tempos conturbados como os nossos com a crise de refugiados, pandemias, aumento da desigualdade social global, uma série que coloca o Capitão América como um homem negro, que compreende as coisas não como certo ou errado, mas que existem tons de cinza nessas ações dos indivíduos (como Walker) ou grupos (como Apátridas) foi um enorme acerto, apesar de uma conclusão meio vazia. 

Fãs estão PIRANDO com o anúncio de que 'Capitão América 4' vai acontecer |  CinePOP

A série então merece uma nota como 4.3 de 5. Vale a pena assistir sim!

E a série deu tão certo que confirmou o próximo filme (Capitão América), agora com Sam Wilson com o manto que ele merece ter. Os roteiristas serão os mesmos da série: Dalan Mussom e Malcom Spelman. O filme não conta com data de estreia ainda.

 Olá pessoal! O post de hoje envolve praia, piscina, sol, uma cidade linda, tretas, baladas, bebidas e muito mais! O reality original da Ama...

Soltos em Floripa - 1ª e 2ª temporadas [+18]

 Olá pessoal! O post de hoje envolve praia, piscina, sol, uma cidade linda, tretas, baladas, bebidas e muito mais! O reality original da Amazon Prime Video "Soltos em Floripa"!




Como são os episódios:

Um grupo de amigos vai à convite da Amazon passar as férias em uma casa em Floripa que tem churrasqueira, piscina, uma área externa super grande, um quarto para os "casais" e muito mais. Em relação a cidade, eles tem acesso à diversos bares, restaurantes, festas e as belas praias da região para curtirem muito o verão. Mas para não se distanciarem tanto assim da realidade, de vez em quando são chamados para trabalhar no bar de um parceiro do programa, para que eles possam bancar as comidas, bebidas e as festas.

Os episódios começam com um grupo de famosos (dos quais citarei mais para frente) entrando em uma sala para assistir o episódio e no meio dele há uma pausa para que eles comentem sobre os acontecimentos mais recentes.

O episódio seguinte é uma resenha, ou seja, agora vemos nossa comitiva falando sobre 100% do episódio e sobre tudo o que acontece nele.

Então funciona da seguinte maneira: episódio, resenha, episódio, resenha e assim por diante até o final da temporada.


1ª Temporada:

A primeira temporada mostra a primeira vez que nosso querido grupo de jovens vai à Floripa, temos nele: Murilo, Bia, Luan, João, Ramon, Taynara, Thais e Nath!

Eles se encontram na mansão, que tem tudo para eles aproveitarem as férias com estilo, além em praias maravilhosas, eles beijam muito e se divertem, mas claro, nem tudo são flores, acontecem problemas, tretas, desentendimentos, muita bebida alcoólica e várias festas em diversos lugares.

Nessa primeira temporada nós espectadores acompanhamos os seguintes famosos: MC Carol, Bianca Andrade (Boca Rosa), Pabllo Vittar, Mariano (da dupla Munhoz e Mariano), John Drops e Felipe Titto.



2ª temporada:

Estamos de volta à Floripa! As férias serão novamente nas praias lindas que a cidade tem a oferecer. De volta na casa, nossos participantes se reencontram, contam as novidades e os acontecimentos após as primeiras férias, porém, alguns deles mudam. João e Thais não puderam participar e no lugar dela chamaram Anna, que deixou muito interessante a segunda temporada, enquanto Murilo, Bia, Taynara, Ramon e Nath continuaram no programa.

Novamente o grupo vai para diversas festas, bebe muito, beijam muito na boca (e em outros lugares também), tomam muito sol, conversam sobre diversos assuntos, mas óbvio que a parte que a gente gosta não podia faltar, acontecem várias tretas de novo e por diversos motivos, mas nada que abale o ânimo do pessoal e a vontade de estarem juntos para aproveitarem cada momento.

O nosso time de espectadores também sofre algumas pequenas alterações, os que continuam são: Felipe Titto, MC Carol, Pabllo Vittar e John Drops. Bianca e Mariano saem, dando lugar a Lexa e Jerry Smith. A galera volta a comentar sobre as tretas, as festas e tudo o que acontece dentro e fora da casa lá em Floripa e a gente embarca nessa junto com eles.


Minha opinião:

Eu não sou muito fã de Reality Show, mas soltos em Floripa me agradou demais, todos os participantes foram eles mesmos, sempre sinceros e sem interferência nenhuma, sem roteiro, sem nada, apenas as câmeras, o que deixou tudo mais legal e realista.

O "elenco" é jovem, alto astral e faz a gente sentir um pouco de inveja das festas, pois a pandemia acabou com tudo. 

É um reality que te deixa curiosa do começo ao fim pois nunca se sabe o que pode acontecer, tanto na casa quanto nas festas.

Eu adorei! Achei bem interessante e com uma proposta que não visa gerar brigas ou desentendimentos entre os participantes, mas sim, muita diversão, pegação e sol.

Se você gosta desse tipo de programa, super recomendo porque você adorar "Soltos em Floripa". As duas temporadas completas já estão no Prime Video.


É isso gente, espero que tenham gostado, preparem os óculos de sol e até a próxima!


Oie oie iniciantes! Tudo bem? Espero que sim. O post de hoje vai ser sobre uma série brasileira que teve um BOOM na Netflix e que chamou ate...

Cidade Invisível - Série Original Netflix (+16)

Oie oie iniciantes! Tudo bem? Espero que sim. O post de hoje vai ser sobre uma série brasileira que teve um BOOM na Netflix e que chamou atenção não só de nós brasileiros, mas também de muitos gringos mundo a fora. 

A série "Cidade Invisível", foi produzida pela própria Netflix e foi publicada fevereiro de 2021. Logo após seu lançamento, já era notável que a série iria causar uma boa movimentação entre os espectadores, no mesmo dia do lançamento, já estava em TOP #1 dos mais assistidos no Brasil.

Ela conta com o elenco de Marcos Pigossi, Alessandra Negrini, Fábio Lago, Jéssica Córes, Wesley Guimarães, Áurea Maranhão, Julia Konrad, Thaia Perez, Manu Dieguez, José Dumont, Tainá Medina, Rafael Sieg, Samuel de Assis e Victor Sparapane. É categorizada com um filme de Fantasia e possui classificação indicativa para maiores de 16 anos.

Seu enredo é focado no belíssimo folclore brasileiro, e dá início através de uma tragédia familiar, onde uma estudiosa da cultura folclórica, Gabriela, acaba falecendo, e seu marido Eric, um detetive da polícia ambiental,  resolve investigar como o incidente aconteceu. E, através disso, ele acaba descobrindo que não vivemos só, mas há criaturas folclóricas vivendo entre nós e que elas são a resposta para coisas que ele mesmo, não esperava. Cada episódio é focado em contar sobre o surgimento das lendas dos respectivos personagens presentes na série.

Nela, a plataforma conseguiu desenvolver questões que, dado os dias atuais, são de extrema importância colocar em pauta. Além de terem colocado isso de uma forma compreensível, contaram também com o apoio de uma intervenção de efeitos especiais incríveis e uma trilha sonora maravilhosa. Para aqueles que gostam de um drama e certamente gostam de ir desvendando coisas ao decorrer da série, eu recomendo fortemente que assistam.

Atualmente, ela possui 1 temporada com 7 episódios, mas, uma ótima notícia a todos que já viram e amaram a série, a segunda temporada foi CONFIRMADÍSSIMA, isso mesmo, iremos ter mais uma temporada dessa história incrível que nos foi apresentada no começo do ano. 

Para aqueles que ainda não assistiram e gostaram do que foi colocado, assistam, não vão se arrepender. E para os que leram esse post e já assistiram a série, contem para nós o que acharam, vamos gostar de saber.


Giih

 Olá pessoal! O post de hoje é sobre um Reality Show da Netflix que fez bastante sucesso ao tentar provar para nós que o amor é cego, "...

Casamento às cegas - O amor é realmente cego?

 Olá pessoal! O post de hoje é sobre um Reality Show da Netflix que fez bastante sucesso ao tentar provar para nós que o amor é cego, "Casamento às cegas"!



1ª etapa:

A primeira etapa do programa começa com diversos participantes apenas conversando uns com os outros, mas apenas conversando mesmo, pois cada participante está em uma cabine separada por uma parede que não permite contato visual.

Essa etapa faz com que os participantes criem conexões emocionais e se apaixonem pela personalidade da pessoa que está atrás da parede e não a julgue pela aparência.

Mesmo sendo algo fora do comum, algumas pessoas criam uma conexão emocional superforte e acabam se apaixonando, nisso, ao realizarem o pedido de casamento eles ficam noivos, mas sem terem se visto.



2ª etapa:

Os casais que se formaram nas cabines finalmente se encontram e cada um conta para nós a expectativa que tinha da pessoa com quem se conversava e por quem se apaixonou e como é ver o parceiro (a) ao vivo e a cores.

Seis casais se formam e são levados para uma pré-lua de mel no México, para que tenham neste segundo momento uma conexão física.

E claro que nem tudo são flores, problemas começam a aparecer e desentendimentos ocorrem, mas também existe muito amor nessa etapa.

3ª etapa:

Depois da incrível viagem ao México, os casais são mandados de volta para casa e agora terão que conviver com o resto do mundo.

Durante as outras duas etapas do processo, os casais estavam sem redes sociais/celulares e sem contato com família e amigos, nesse terceiro momento, eles voltarão à realidade para saber se conseguem lidar com o relacionamento com todas essas interferências, além de apresentarem seus novos parceiros aos pais.

4ª etapa:

O tão esperado dia chegou! O dia dos casamentos. O noivo se prepara e a noiva também, há uma enorme expectativa e medo em cima de todos. Será que esses casais nos provarão que o amor é realmente cego ou que haverá o tão temido "não" no altar?


Minha opinião:

A série contém onze episódios mostrando a evolução dos casais que se formaram nas cabines, cada episódio possuí 50 minutos a uma hora.

A série mostra um experimento muito interessante, que prova que podemos sim nos apaixonar rapidamente por uma pessoa e que se simplesmente ignorarmos suas características físicas, podemos enxergá-la de outra forma, uma forma mais profunda e realista.

Eu gostei muito de acompanhar os casais, estava torcendo por alguns e é muito curioso ver como cada casal lida com problemas e com o próprio relacionamento.

É um reality divertido, com algumas intrigas que nós adoramos como a atração de uma candidata por outro rapaz que já era noivo, brigas de casal e assim por diante, mas com muito amor, que é a parte principal.

E mesmo que nem todos tenham dado certo, podemos dizer que até nós expectadores conseguimos aprender lições que podemos levar tanto para as nossas vidas quanto para nossos próximos relacionamentos.




É isso gente, espero que tenham gostado e até a próxima!

Olá pessoal, tudo bem com vocês? O post de hoje é sobre uma das séries mais comentadas da Netflix que desbancou outras que estavam sendo fal...

Bridgerton - Da alta sociedade para nós

Olá pessoal, tudo bem com vocês? O post de hoje é sobre uma das séries mais comentadas da Netflix que desbancou outras que estavam sendo faladas anteriormente, "Bridgerton"!


A história:

Para introduzirmos, a série é a adaptação dos livros da autora Julia Quinn, sendo a primeira temporada correspondendo ao livro "Duque e eu".

A história conta sobre a família Bridgerton, uma família de viscondes da alta sociedade de Londres de 1813, que ao entrar na temporada de casamentos na cidade, a primeira filha, de oito, Daphne Bridgerton é apresentada para a rainha Charlotte, que a considera o diamante da temporada.

Porém, com seu irmão Anthony como novo visconde após o falecimento do pai, Daphne encontra dificuldades para achar um bom marido pois o instinto protetor de Anthony descarta todo e qualquer possível pretendente.

Bailes vem, bailes vão até que um dia volta para a cidade um rapaz jovem, solteiro e Duque de Hastings, Simon. De primeira, o duque não se dá bem com Daphne, porém claro, ela não é a única jovem a procura de um marido e Simon acaba sendo "perseguido" por várias mães pedindo que ele despose suas filhas. Além disso, Daphne ficou com poucos pretendentes, primeiramente por conta de seu irmão e segundamente por conta de uma nova donzela, Marina Thompson, que apareceu na cidade e chamou muita atenção.

Após presenciar uma cena terrível entre Daphne e um pretendente asqueroso, Simon decide fazer um acordo com a moça: se ele fingir que está cortejando a donzela Brigderton, fará com que ele não seja mais perseguido por mães eufóricas e consequentemente, surgirão mais pretendentes para a jovem moça.

Eles resolvem manter a farsa por um tempo até que Daphne seja disputada o suficiente, porém, mais do que uma amizade começa a surgir entre os dois, mas uma coisa que o Duque não contou para Daphne foi a promessa que ele fez de que jamais se casaria e isso pode se tornar um empecilho na vida e nos sentimentos envolvidos.

Para complementar nossa história, temos a colaboração de uma escritora de fofocas sobre a alta sociedade, a Lady Whistledown, que fala sobre tudo e todos sem o menor medo, porém sua identidade é um mistério para todos, e numa história secundária da série, Eloise Brigderton (irmã mais nova de Daphne) e Penélope Featherington (amiga da família) tentam incansavelmente descobrir o paradeiro da escritora, afinal, nenhuma das duas jovens tem a ambição de debutar e encontrar um marido, elas querem ser bem-sucedidas e livres igual a misteriosa Lady Whistledown.



Minha opinião:

Apesar de eu ter adorado tudo na série como: os figurinos de época perfeitamente constituídos, os lugares frequentados que são decorados lindamente, as personagens cativantes e a química entre o casal principal, sei que muitos espectadores que leram os livros ficaram não ficaram muito felizes com a adaptação da Netflix.

Por eu não ter lido os livros, não tenho propriedade para dizer qual é melhor, porém eu mergulhei completamente na história da série, ficava cada momento mais curiosa para saber o que aconteceria com Simon e Daphne, além da uma hora de cada episódio passar voando e me deixar sempre com um gosto de quero mais.

Eu adorei tudo e estou muito ansiosa para a chegada da segunda temporada, que já foi confirmada pela plataforma vermelhinha. Pois essa primeira temporada terminou com arcos importantes, deixando pontas soltas que provavelmente serão respondidas na segunda temporada.

Para os amantes de romance (assim como eu) o romance e a sensualidade da série são extremamente presentes mas não é só isso que mantém os Bridgertons de pé, pois o protagonismo feminino e intrigas tornam a série completa e surpreendente.

Super recomendo a série, mesmo para quem já tenha lido os livros, nunca é demais ver uma série adaptada de vez em quando principalmente uma série tão incrível quanto essa, mesmo sabendo que nem tudo será igual.

Curiosidade: acho que além de mim, em alguns bailes, os espectadores escutaram músicas atuais tocadas por violinos, como:

Bad Guy - Billie Eilish
Wildest Dreams - Taylor Swift
Girls like you - Maroon 5
Thank u, next - Ariana Grande


É isso gente, espero que tenham gostado, peguem seus trajes de baile e até a próxima!

 Olá iniciantes, como vocês estão ?  Eu sei que " O Clube das Winx" foi com toda certeza um marco na infância de diversos jovens d...

Fate: A saga Winx. Você irá querer ser uma delas?

 Olá iniciantes, como vocês estão? Eu sei que " O Clube das Winx" foi com toda certeza um marco na infância de diversos jovens da geração Z, como foi na minha. Mas o que dizer do primeiro reboot polêmico do desenho que crescemos assistindo


Imagem: reprodução Netflix.




ORIGENS


O Clube das Winx é um cartoon infantil italiano, estreado em 2002, que conta a história da fada Bloom, que cresceu em uma dimensão não magica, sem saber da sua origem sobrenatural. Alem disso, a história acompanha e a sua saga juntamente a suas melhores amigas: Stella, Flora, Musa, Tecna e Aisha, pela busca da potencialização maxima de seus poderes magicos.


A história original é feita para crianças, assim, sendo regada de cores vibrantes, transformações magníficas ao som de músicas chicletes e sempre tendo a história do episódio se resolvendo com o lindo poder da amizade. Por conta disso, a nova versão, sendo mais sombria e adulta, fez com que os fãs orignais extranhassem o conteúdo desde que os primeiros trailers foram lançados.


Imagem retirada de TodaTeen


WINX, MAS UM POUCO DIFERENTE.

A nova versão foi visada para um público que diverge do público alvo do material original. A ideia segundo os criadores originais da obra era revisitar esse mundo, mas com uma perspectiva mais madura e profunda, assim permitindo que os telespectadores de 2002 pudessem se reintroduzir ao mundo de fadas que eles tanto amavam, mas sem perder a paciência com a constante positividade das heroínas.

A ideia parece simples e fácil, mas acabou que a síndrome dos saudosistas, que antes só afetava a geração de nossos pais, finalmente atingiu os nascidos no final da década de 90 e começo da de 2000. Muito se reclamou da falta de brilho, da diferença nas tramas, a falta de transformação pomposa e certas mudanças na personalidade das fadas, além do corte (oficial) de duas das heroinas e outra polêmica que pretendo escrever sobre em seguida.

Nessa nova versão, Bloom é interpretada por Abigail Cowen, previamente conhecida por ser uma das três irmãs estranhas da também nova adaptação da Netflix, "O mundo Sombrio de Sabrina" (2018-2020), e nesta nova versão, sua personagem, previamente sempre sorridente e disposta, agora tem um passado mais sombrio e lida com seus problemas internos de uma forma muito mais real para uma jovem de 16 anos que descobriu que toda sua vida é uma mentira e que tem poderes sobrenaturais que não sabe controlar. Isso acabou sendo uma mudança incomodou muitos fãs do desenho antigo. 

Outra grande reclamação na mudança para a versão da Netflix foi da personagem Stella, atualmente interpretada por Hanna Van der Westruysen. A fada original sempre foi uma patricinha adorável, extremamente futil em certos momentos, mas nunca má intencionada. Em Fate, a personagem é muito mais arrogante, aparentando até ser maquiavélica em alguns episódios, mas tudo se explica conforme o decorrer da série conforme ficamos sabendo mais de sua posição de princesa herdeira, sua responsabilidades em relação ao titulo e as expectativas de sua mãe, a rainha de Solaria.  

Imagem retirada de PopBuzz

A POLÊMICA


Chegou o momento de falar do único motivo que eu acho plausível condenar a série antes de assistir ela; a troca de etnia de duas personagens. Tacnica também conhecida como "whitewashing".


A fada Flora, originalmente criada com ascendência latina de pele mais morena, foi trocada por uma nova personagem chamada Terra, feita por uma mulher branca. Pessoalmente, eu quase não assisti a série por causa dessa troca em especifico, pois essa mudança tinha pegado diretamente no meu sentimental. Flora sempre foi minha favorita enquanto eu crescia, principalmente porque era a única heroína da mídia naquela época que se parecia comigo. Ela tinha sido feita a semelhança de pessoas como eu, latino-americanos miscigenados com a pele cheia de melanina. Minha decepção foi grande quando eu soube que a única personagem que eu tive de espelho crescendo, agora se tornaria mais uma pessoa branca.


De certa forma, eu aprendi a perdoar e entender a mudança. Aparentemente foi difícil achar uma atriz com esses traços no Reino Unido, onde a série foi produzida, então os autores acharam melhor recriar a personagem, mas agora como prima da tão querida Flora, que com o possível sucesso desta temporada, poderá ser introduzida no futuro da história. Talvez com um orçamento maior, a busca pelas atrizes podera se ampliar um pouco mais.


Mas não há perdão aos produtores pela troca racial de Musa, uma personagem claramente oriental, por uma mulher branca. A comunidade oriental lá é por volta de 2% de toda população, assim eu não consigo crer que não tenha tido nenhuma jovem atriz desse grupo étnico preparada para fazer a nova versão da personagem.

Eu quero deixar bem claro que eu não estou criticando as atrizes Eliot Salt (Terra) e Elisha Applebaum (Musa), a qual eu creio que fizeram um excelente trabalho de atuação, mas sim da insensibilidade dos produtores em não terem percebido que o mundo está mudando e trocar a etnia de personagem de minorias sociais por personagens brancos não é mais aceitável.


Imagem retirada de POPSUGAR

OPINIÃO FINAL


Sendo bem sincero, a nova versão me surpreendeu positivamente, e muito. Como disse, estava com um pé atrás em relação a obra por causa da troca de atrizes, mas eu creio que isso possa ser "amenizado", com a introdução da personagem Flora original, sendo representada em sua etnia adequada em uma futura temporada, juntamente com a fada Tecna, que foi cortada dessa nova versão, podendo ser interpretada por uma jovem atriz de ascendência oriental para compensar o grande erro desta primeira temporada.

Agora, todas outras reclamações de fãs saudosistas, como a falta de roupa curta, o uso de somente um castelo e a condensação das três vilãs originais em uma só personagem, entre outras coisas, é algo que eu pessoalmente não levo em consideração. Estamos falando de uma primeira temporada de uma série de aventura para jovens adultos, nunca que seria liberado orçamento para mais dois castelos e outras duas personagens em posição de destaque. 

E em relação as roupas... 

Não sei muito que dizer, mas não creio que vestidos com Glitter (a qual eu adorava quando mais novo) casaria bem com este novo visual.

Eu vejo essa série, por mais que muito diferente em alguns aspectos, como um universo aparte. Como nos quadrinhos, animações e obras cinematográficas/televisivas da Marvel se passam todas em diferentes universos, temos que entender que a história de Fate será diferente pois é para uma outra mídia.

A série tem muito potencial para suprir os jovens que estão carentes de uma grande saga mágica, e tem potencial em se tornar tão icônica na cultura pop quanto o desenho original, mas para isso os produtores tem que escutar um pouco seu público original.

(Pelo menos na questão racial).


Foto retirada da internet.






 Olá pessoal tudo bem? O post de hoje é sobre uma série policial brasileira que chamou muita atenção do público por tratar principalmente de...

Bom dia, Verônica - Denuncie qualquer violência ou abuso [+18]

 Olá pessoal tudo bem? O post de hoje é sobre uma série policial brasileira que chamou muita atenção do público por tratar principalmente de um assunto muito presente em nossa sociedade, a violência contra a mulher, "Bom dia, Verônica"!


A história da série:

A série começa mostrando a nossa protagonista Verônica, na delegacia de homicídios na qual ela trabalha como escrivã. Naquela manhã aparece uma mulher que foi enganada por um rapaz que a dopou e roubou todos os seus pertences, perturbada com a situação, a moça acaba por se matar na delegacia.

No dia seguinte, aparece outra moça, Tânia, com o mesmo relato de ter levado um golpe e pede ajuda à Verônica para investigar e achar o criminoso que anda enganando mulheres em sites de namoro e roubando seus pertences.

Além disso, após se pronunciar sobre o caso do suicídio na delegacia, Verônica deixa o número de telefone de sua mesa para que outras mulheres que sofrem algum tipo de violência ou abuso consigam denunciar.

Pouco tempo depois, Verônica recebe uma denúncia de uma dona de casa chamada Janete que, além de sofrer violência por parte de seu marido, Cláudio Brandão, conta para a policial coisas muito mais obscuras da qual ela é obrigada a fazer para satisfazer os desejos marido, e isso inclui moças jovens em um rodoviária.

Com isso, a série gira em torno da investigação do criminoso do site de namoro, dos crimes de Brandão e os problemas pessoais que Verônica deve enfrentar ao entrar tão afundo em casos perigosos como esses sendo apenas uma escrivã da polícia.




Minha opinião:

A série, por ser investigativa, te prende do começo ao fim, com cada caso se desenrolando e causando tensão e curiosidade no telespectador. Conseguimos também nos comover 100% com os motivos pelos quais Verônica quer tanto entrar nos casos, pois envolve mulheres que sofreram/sofrem violência.

Além disso, podemos ver como a polícia brasileira ainda é machista e menospreza casos de violência sofridas por mulheres que foram enganadas, como por exemplo, no caso de Tânia, fazem perguntas extremamente desconfortáveis e que expressam a vítima como culpada por estar "carente" e acreditar em qualquer um.

No caso de Janete, podemos ver o quanto mulheres que sofrem abuso por parte de seus parceiros ficam psicologicamente afetadas e acabam se culpando por toda violência pelas quais são submetidas.


As personagens:

Tenho que bater palmas para Tainá Müller, que encarnou o papel de Verônica Torres lindamente e de maneira na qual o espectador fica cada vez mais ligado à ela.

Eduardo Moscovis também está de parabéns, ele fez um trabalho brilhante ao interpretar Cláudio Brandão com sua personalidade violenta e psicopata.

As outras personagens de Camila Morgado (Janete Cruz), Antônio Grassi (Wilson Carvana), entre outros, foram encantadores, passaram todo o desespero e descaso que precisavam para tornar a série impactante e realista.

Contando com cenas um tanto incômodas (como de violência e abuso) , a série te prende e mostra a podridão da sociedade e o descaso com questões relativas à mulher. A série te deixa curioso para o final forte e envolvente, eu adorei! E para a alegria do público e fãs, já foi confirmada a segunda temporada para este ano!


Curiosidade: A série é baseada no livro "Bom dia, Verônica" de Ilana Casoy e Raphael Montes.

Além disso, no prêmio "The Brazilian Critic 2020" Taina Müller ganhou como "melhor atriz de série de drama", Camila Morgado ganhou como "melhor atriz coadjuvante em série de drama" e Eduardo Moscovis ganhou como "melhor ator coadjuvante em série de drama", ambos os 3 por "Bom dia, Verônica". Prêmios que na minha visão foram merecidíssimos! 

É isso gente, espero que tenham gostado e até a próxima!

 Olá Iniciantes, como vão? Na sexta-feira passada, no dia 15 de janeiro de 2021, estreou no serviço do Disney Plus a série do casal dos Ving...

WandaVision - Casal atípico

 Olá Iniciantes, como vão?

Na sexta-feira passada, no dia 15 de janeiro de 2021, estreou no serviço do Disney Plus a série do casal dos Vingadores, da Marvel. Hoje vamos comentar nossas impressões sobre a série, que só teve dois episódios de lançamento, contando com novos episódios a cada semana. Então, vamos nessa! 

Séries online: WandaVision é primeira grande estreia de 2021 - Pipoca  Moderna

Antecedentes:

É claro que teremos spoilers de todo Universo Cinematográfico Marvel para explicar como chegamos neste cenário que a série se passa. Leiam por sua conta em risco!

Wanda Maximoff e Visão são personagens apresentados em "Vingadores: Era de Ultron" (filme lançado em 2015), nele vemos que Wanda, e seu irmão Pietro, foram manipulados por Ultron para se vingar de Stark por ter produzido as armas que mataram sua família. Pietro e Wanda decidiram então participar dos experimentos de Barão Von Strucker, da HYDRA, para adquirirem superpoderes e lutar contra os Vingadores. Porém, após muitas maldades praticadas por Ultron, Wanda vê que cometeu um erro que pode levar à destruição do mundo, então ela se tornou uma Vingadora, ajudando a equipe e contando com Pietro ao seu lado. Ainda na batalha de Sokovia (terra-natal dos irmãos Maximoff), Pietro é gravemente ferido e morre em combate, sendo uma perda enorme para Wanda, que faz tira do luto o poder para vingar seu irmão, arrancando brutalmente o coração de Ultron. 

Esse mesmo Ultron, por sua vez, almejava criar um ser tão poderoso quanto ele, que teria o poder da joia que havia no cetro de Loki (irmão de Thor, vilão de "Vingadores" (2012)), que mais tarde entenderíamos que se tratava da Joia da Mente (algo explicado nos filmes de "Guardiões da Galáxia" e "Vingadores: Guerra Infinita"); esse ser que Ultron desejava criar seria o Visão. Mas Visão nasce e se alia aos Vingadores para proteger a vida e a Terra que ele acabara de conhecer. 

Até agora comentei sobre o surgimento destes personagens, mas ao longo dos anos Visão e Wanda começam a desenvolver um romance (que tem origens nos quadrinhos!), porém entram em conflito com os acontecimentos de "Capitão América: Guerra Civil"; mas eles logo se acertam e permanecem unidos... Até "Vingadores: Guerra Infinita", quando são atacadas pelos servos de Thanos para roubarem a joia da mente que está com Visão. Ao final de "Guerra Infinita" Visão é morto, duas vezes: a primeira por Wanda, seu amor, porque ela era a única capaz de quebrar a Joia da Mente, e, depois, por Thanos, que usa a Joia do Tempo para trazer Visão de volta a vida e tomar a joia da testa dele, tirando sua vida sem compaixão. Em "Ultimato", último filme dos Vingadores produzido pela Marvel, Wanda se encontra com Thanos em dado momento, diz que "ele tirou tudo que ela tinha" (o Visão, os amigos, a vida de inocentes etc.) e o ataca ferozmente - não é o suficiente para matá-lo, mas causa danos graves ao Titã Louco. A grande guerra de Ultimato acaba e Wanda sofre seu luto, mas o universo está em paz.

WandaVision:

Agora que explicamos tudo que precede a série, vamos comentar o que é "WandaVision". A série lançada pela Marvel, no serviço Disney Plus, é incrível! Ninguém sabe explicar como que depois de todos acontecimentos passados, a série chegou no ponto que chegou (é o que vamos acompanhar nesta temporada, afinal), mas com certeza podemos dizer que o desenrolar da história de WandaVision é muito divertido. 

O grande charme da série está logo na abertura, quando vemos a vinheta da Marvel mudando de formato, tomando coloração preto e branco, o tamanho da tela se modificando, e depois vemos Wanda e Visão chegando na região de WestView num carro que diz "recém-casados", numa abertura cantarolada: tudo isso serve para nos dizer que os personagens estão casados, morando nesta residência, vivendo juntos, felizes e com bom humor. Aqui começa a mágica, porque a série procura trabalhar "a história da televisão" ao longo das décadas, fazendo referência a diversos sitcoms (seriados de humor que trabalham com situações cômicas) importantes para aquela respectiva década da televisão. Ou seja, a série conta conta com boa dose de comédia e recorre aos efeitos especiais, de som e luz que eram utilizados nos programas daquele tempo - portanto não precisa se assustar se sua televisão está com uma qualidade pior de imagem, é proposital. 

Porém há algo de estranho ocorrendo em WestView, o que dá o tom de mistério da série que conduz a trama, e os sorrisos da comédia dão espaço para uma tensão e confusão dignas de um bom suspense. Até sabermos o que de fato está ocorrendo, vamos acompanhar a vida cotidiana de Visão, Wanda e seus vizinhos.

O casal na TV:

Parece certo que alguns personagens foram mais ofuscados nos filmes do Universo Cinematográfico da Marvel. Agora estes personagens tem a oportunidade de brilharem por si só, e isso vem muito da qualidade da atuação de Elizabeth Olsen e Paul Bettany, que interpretam Wanda Maximoff e Visão, respectivamente. Além deles, os personagens figurantes também estão incríveis, como a vizinha Agnes (Kathryn Hahn) que nos oferece boas risadas (outros personagens não posso citar aqui porque são spoilers). Fato é que Wanda e Visão são realmente um casal, possuem carinho, humor e excelente interação, discutem coisas como a decoração, jantares especiais, barulhos de fora da casa, show para a vizinhança e afins. 

WandaVision | Estranheza e mistérios embalam primeiros episódios da nova  série - NerdBunker 

Outro fator que me chamou atenção é o nome da série: WandaVision nos lembra "television", televisão,  o que dá ainda mais camada para a série, porque é o ingresso das produções próprias da Marvel no universo televisivo (diferente de antes, que contava com ABC ou Netflix, agora temos a Marvel com plenos poderes criativos fazendo uso de seus personagens) e ao mesmo tempo que fazem referência às outras épocas da televisão (décadas de 1950, 60, 70...) através dos sitcoms. E no final primeiro episódio temos um questionamento dos papeis de "telespectadores" e "palestrantes", o que também remete a elementos televisivos.

Depois dos primeiros dois episódios que marcam o início da série, vemos que há muito a ser desenvolvido. E aqui no blog pensamos em fazer um comentário geral da temporada depois com spoilers para que vocês comentem os melhores momentos conosco.

Conclusão:

Recheado de boas referências que marcaram uma época da tevê e da comédia, "WandaVision" homenageia grandes seriados, incorpora elementos do próprio universo Marvel, conta com ótimas interpretações e efeitos. O conceito da série já havia me causado entusiasmo, mas depois de assistir os episódios é impossível não ficar eufórico com o que veremos nas sextas-feiras dos próximos meses. Aguardo ansioso para discutir com amigos o que pode vir desta primeira boa surpresa de 2021. 

WandaVision': O que saber antes de embarcar na ousada série da Marvel | VEJA 

Obrigado a todos por lerem este post. O que acharam? Deixem seu comentário, compartilhem entre colegas para apresentar nossas resenhas! Abraços e até mais!


A série "Cobra Kai" está há um tempo na Netflix e só consegui assistir tudo agora, e estou ansioso para a terceira temporada, que ...

Cobra Kai: Ataque primeiro. Ataque com força. Ataque sem dó.

A série "Cobra Kai" está há um tempo na Netflix e só consegui assistir tudo agora, e estou ansioso para a terceira temporada, que chega em janeiro de 2021. Decidi então indicar esta série incrível para vocês curtirem nas férias de fim de ano e já se prepararem para o que está por vir. Vamos lá!

 Cobra Kai': Netflix explica o legado da série em novo vídeo incrível;  Confira! | CinePOP

Caminhos do karatê:

"Cobra Kai" é uma série que revive o clássico filme "Karatê Kid - A hora da Verdade" (ou "The Karate Kid", título original em inglês), de 1984. Resumindo um pouco deste marcante filme (que se você não conhece precisa assistir pra ontem!): Daniel Larusso (interpretado por Ralph Macchio) e sua mãe (Randee Heller) chegam numa nova cidade para tentar a vida, mas Daniel não consegue se enturmar, se sente frustrado com sua situação, até que conhece Alli (Elizabeth Shue) por quem se apaixona. Essa amizade começa a se tornar um problema para Larusso quando Johnny Lawrence (William Zabka), o ex-namorado de Alli, passa a infernizar a vida de Daniel. Sofrendo bullying nas mãos de Johnny, certo dia Larusso é salvo pelo Kesuke Miyagi (Pat Morita) que passa então a treinar o Daniel-san no karatê Miyagi-dô, escola de karatê rival de Johnny Lawrence - o Cobra Kai. 

O filme clássico de 1984, que teve duas sequências esquecíveis, foi consagrado pela interpretação dos atores e por demonstrar um pouco da filosofia da arte marcial japonesa (karatê) em situações cotidianas, como limpar o vidro, esfregar o chão etc. E neste ponto vamos nos ater um pouco mais: existem duas filosofias de luta no filme: a linha do Miyagi-dô e a linha Cobra Kai. A filosofia de luta do Sr. Miyagi se orienta por princípios de harmonia, respeito, honra e defesa pessoal, nunca objetiva tirar vantagem dos demais com a força do karatê; no outro lado da moeda temos o Cobra Kai, que possui três regras citadas no título: 1. Ataque primeiro. 2. Ataque com força. 3. Ataque sem dó. Essas regras dizem muito de como os Cobras Kai se portam: são valentões, briguentos, raivosos e não possuem qualquer compaixão e honra. 

Trocando a pele da Cobra:

Na série "Cobra Kai", que estreou em 2018 como web-série, e no ano seguinte foi comprada pela Netflix, retrata agora a vida de Johny Lawrence 34 anos depois da sua derrota por Daniel Larusso no campeonato regional de karatê. A vida de Johny só decaiu depois de perder o campeonato, foi humilhado e passa todos os dias se sentindo fracassado por viver às sombras de Larusso. Mas por acontecimentos do destino, Johny decide ensinar o método Cobra para uma nova geração de adolescentes que querem lutar, e Larusso não pode se contentar em ver o dojô que lhe causou tanto mal se reerguer, por isso decide impedir que essa Cobra volte a rastejar. 

 
 
Esse novo ponto de vista que a série oferece, focar na perspectiva de Lawrence, é um dos pontos mais fortes dela. Johny foi retratado como um valentão nos filmes, e mesmo Sr. Miyagi diz a Daniel que Johny não é alguém ruim, só foi treinado pelo pior sensei de todos: John Kreese (Martin Kove). Porém nem as palavras do sábio sensei foram o suficiente para diminuir a rivalidade entre os dois jovens, que perdurou mesmo depois de anos. E essa rivalidade deles é sempre boa de se explorar, pois os dois personagens são envolventes, divertidos, possuem suas qualidades próprias e são fortemente contrárias, o que sempre causa um choque de ideias (e de socos talvez?). 

Novos punhos, velho karatê:

Outro ponto forte da série estão nas novas personagens: nenhuma delas está aquém de Larusso e Lawrence, pelo contrário, é a nova geração de jovens que vão conflitar com alguns dogmas de cada dojô, por exemplo, quando Johny diz que "não se bater que nem menininha", logo questionam se este comentário não seria muito machista e que precisasse ser reavaliado. Este choque de gerações torna a série muito divertida, falando das músicas, hábitos e cultura dos anos 80 e como diferem e contrastam com os dias de hoje, mas nem por isso não pode haver um bom diálogo entre as gerações. 

 Cobra Kai: paz interior, equilíbrio e karatê no teaser da 2ª temporada |  Minha Série

Por se tratar de uma série de dez episódios de vinte minutos cada, contendo quatro temporadas confirmadas, a série permite desenvolver questões sobre (cyber)bullying, aceitação, romance, paternidade e, claro, luta, com mais propriedade que o filme de 1984 - e ainda conserva a ideia principal: que o karatê pode servir de filosofia de vida, valendo-se para nosso cotidiano. Porém, a bem da verdade, devemos dizer que às vezes há certo exagero por parte de algumas ações dos personagens, de modo "excessivamente teatralizado", não parecendo uma atitude condizente com o personagem em cena.

Conclusão:

Se você assistiu o filme de 1984 pode ir sem pensar duas vezes assistir a série; mas se você ainda não teve a chance de ver o jovem Daniel-san, não se preocupe, há vários momentos de flashback da série que demonstram cenas marcantes que explicam a trama, e não enrolam no enredo. A história de Cobra Kai é rápida, divertida, entretém qualquer um e certamente você vai querer praticar uma luta depois. 

Nota: 9.0/10

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