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Inhumans (ou Inumanos em português) era, inicialmente, um projeto de filme do Universo Cinematográfico da Marvel (em inglês, MCU), o filme ...

Inumanos - primeiras impressões

Inhumans (ou Inumanos em português) era, inicialmente, um projeto de filme do Universo Cinematográfico da Marvel (em inglês, MCU), o filme contaria com efeitos visuais em IMAX e era uma aposta alta da Marvel; contudo o projeto foi abandonado e alterado para se tornar uma série televisiva. Será que foi uma boa escolha? Quais foram as primeiras impressões que tivemos? Saiba agora!

Ficha técnica:
-série produzida pela ABC;
-produtores executivos: Scott Buck, Jeph Loeb, Jim Chory
-elenco (colocarei apenas os 3 centrais, pois são muitos personagens): Anson Mount (Raio Negro), Serinda Swan (Medusa) e Iwan Rheon (Maximus);
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Para começar, quem são os Inumanos?


Os inumanos são seres humanos que possuem em seu DNA um traço Kree (raça alienígena muito importante para o universo cósmico da Marvel; Ronan, o Acusador é um exemplo de Kree). Ao entrar em contato com a Névoa Terrígena - que já foi apresentada na série Agents of SHIELD, da ABC - o indivíduo humano ativa o DNA Kree e se torna Inumano.
A sociedade inumana tem como ritual esse contato com a Névoa Terrígena, pois é por meio dela que são selecionados os melhores e os piores, aqueles que trabalharão para o governo, ou nas minas, respectivamente. É importante ter em mente que a sociedade inumana apresenta pouca, ou nenhuma, mobilidade social, ou seja, uma vez nas minas (que é uma espécie de trabalho escravo) sempre trabalhará nas minas.
Os motivos para o trabalho nas minas são a falta de recursos para atender toda população inumana; a falta de recursos minerais, de alimentos e de energia não permitem que todo cidadão inumano tenha acesso à esses recursos, assim a cerimônia de seleção é realizada pela Névoa Terrígena; se as suas habilidades inumanas forem úteis ao governo, você trabalhará para eles, se for inútil, ficará nas minas - sim, temos uma sociedade segregacionista, brutalmente desigual e injusta.
No que tange ao governo, o sistema político é uma monarquia, tendo assim uma família real, uma realeza. A família real tem Raio Negro como o líder - líder esse que não pode falar, pois um simples sussurro do Raio Negro pode destruir uma vila; a rainha é a cabeluda Medusa, contando com os demais membros Karnak, Crystals, Górgon,Triton e o irmão do Raio Negro, Maximus.

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Questões para ter em mente:
A série era para ser um filme no início, mas tomou outros caminhos (igualmente tortuosos? Veremos logo mais…). O motivo para tal mudança é desconhecida por mim, contudo creio que seja pelo formato de filmes da Marvel no cinema; existiria um contraste gigantesco entre a estrutura social dos Inumanos em comparação com as divertidas e engraçadas situações que existem em Guardiões da Galáxia, por exemplo. Se pensarmos que o público-alvo da Marvel nos cinemas são as crianças e uma ala mais jovem da sociedade, não é de se espantar que os chefões da empresa tenham optado por não colocar uma sociedade escravista numa tela de cinema para crianças assistirem. Por mim, autor deste post, devia mais é ser exibido nos cinemas sim! O universo é gigantesco, esperar que toda cultura seja igual ao que temos na Terra é um absurdo, e esse choque de culturas trariam bons debates políticos entre Pantera Negra, Tony Stark, Capitão América e os Guardiões, creio eu.


Enfim, a série:
Ok, depois de tantas explicações vamos à série em si. Por onde começar? Penso que a série já exige do telespectador essas noções de como funciona a sociedade Inumana, pois logo no primeiro capítulo - que é dividido em 2 partes e se encontra somente nas telas de cinema no momento que lançamos essa postagem, dia 17/09/17 - somos apresentados rapidamente às personagens, e logo nesse episódio ocorre um golpe de Estado no governo de Attilan, a cidade dos inumanos, localizada na Lua. O golpe, orquestrado por Maximus - que é previsível, logo no primeiro momento que o personagem abre a boca você percebe suas intenções - retira a família real do poder, de forma que lançam-os à Terra e separa-os, fazendo com que lutam por sua sobrevivência.

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Os atores dos respectivos personagens
A série é boa? Olha, eu achei bem mediana, no sentido literal da palavra. Os personagens até agora não cativaram, os poderes são bem demonstrados, em especial o do Karnak; mas nada muito além disso. A atuação também é algo meio indiferente, exceto pelo Maximus, ele é um destaque.

Vale a Pena?
É cedo para falarmos, mas a série parece que vai crescendo de pouco em pouco, com uma trama política no mínimo curiosa, esperamos algo melhor do que foi apresentado nesse primeiro episódio.

Olá, olá Iniciantes, como vão? Hoje, falaremos sobre um dos filmes inéditos lançados pela nossa queridinha Netflix e estrelado pelo M...

NU- O filme hilário com uma grande moral por trás

Olá, olá Iniciantes, como vão?


Hoje, falaremos sobre um dos filmes inéditos lançados pela nossa queridinha Netflix e estrelado pelo Marlon Wanyans.


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Imaginem que vocês leitores, sejam obrigados a reviverem todos os erros, emoções, tapas que sofreram no dia por infinitas vezes, literalmente todos os seus dias são iguais. Mas o por quê dessa anormalidade no tempo-espaço?

Para início de conversa, isso tudo é fruto da irresponsabilidade durante os pré- preparativos do casamento que estava prestes a acontecer de nosso personagem principal. 

Principalmente a partir do momento em que o protagonista. decide ter sua despedida de solteiro com o padrinho da noiva. No dia seguinte, acaba por acordar completamente NU em um elevador de um hotel que ficava a 20 quadras do lugar certo.

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O vôo acabou por ser atrasado, as alianças sumiram, os votos não estavam prontos, Rob Anderson (Marlon Wayans) não ensaiou os passos da encantadora valsa...  todos os equívocos já haviam sido começados antes mesmo do acontecimento do elevador.

E todos erros tiveram que serem repetidos até que Rob, finalmente conseguiu compreender o quão grandiosa é ação de casar.



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Todos estes conjuntos de erros puderam ser ajustados, graças a uma segunda chance divina e além do choque de realidade que foi necessário ser tomado.

Apesar de ser um filme que te deixa com a barriga dolorida de tanto rir por conta das atrapalhadas, mostra a verdadeira gravidade em realizar escolhas na vida. Afinal na própria longa-metragem diz que o casamento não fora feitos para meros meninos, mas sim para homens dotados de caráter e responsabilidade.

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Espero que tenham gostado e preparem-se para as dores na barriga!



Até mais

Na Idade Moderna, por volta do século XVIII, havia uma crença recorrente entre as pessoas mais religiosas, a crença que foi inaugurada pelo...

Cândido, ou O Otimismo - Voltaire: "Esse só pode ser o melhor dos mundos possíveis!"

Na Idade Moderna, por volta do século XVIII, havia uma crença recorrente entre as pessoas mais religiosas, a crença que foi inaugurada pelo filósofo e matemático Gottfried Wilhem Leibniz (1646 - 1716). Leibniz dizia que, se Deus era um ser sumamente bom e onisciente, então ele só poderia colocar os humanos no melhor dos mundos possíveis; é precisamente sobre esse otimismo leibniziano que trata a obra de Voltaire, a qual falaremos hoje. Vamos falar de um clássico!


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Sobre a obra, seu enredo e objetivo:


A obra é uma sátira, esse é o primeiro ponto que devemos tratar; não há aqui preocupação com os pensamentos dos personagens, eles são rasos pois devem ser rasos, seus objetivos são claros e eles buscam atingi-lo. O protagonista é Cândido, um alemão que vive num castelo na região de Westfália; por conta de sua paixão pela jovem e bela sra. Cunegunda, Cândido é expulso do castelo e a partir daí desenvolve a história.


Tratando-se de uma sátira a essa concepção otimista de “vivemos no melhor dos mundos” (concepção essa que Cândido aprende com o mestre Pangloss), Voltaire procura expor ao leitor que, se este for o melhor dos mundos não  gostaríamos de conhecer o pior. Somos apresentados à cenários de guerra, violência, bandidagem, corrupção, intolerância (assunto importante para Voltaire, uma vez que esse era um Iluminista e defendia a liberdade de expressão) e fanatismo (Voltaire critica constantemente a Inquisição por diminuir a liberdade religiosa). Ao longo dos capítulos somos apresentados a uma desastrosa sequência de fatos que passaram pela vida de Cândido - e cada fato ocorre ao acaso, o que também vai contra a doutrina leibniziana que acreditava que tudo possui uma razão ou princípio fundamental para acontecer.


Sobre a edição:
Resultado de imagem para candido ou o otimismoO livro tem uma dinamicidade que me fisgou de jeito, numa sentada se lê, facilmente, cinco capítulos; a escrita de Voltaire também é suave e cai como uma pluma. Recomendarei a versão da Cia das Letras/Penguin Editora pois o livro contém diversas notas de rodapé que foram cruciais na minha leitura, explicando por exemplo a filosofia de Leibniz, podemos compreender melhor algumas palavras que o autor usa e alguns hábitos que havia no século XVIII.
Minha crítica fica mais ao final do livro, pois toda a dinamicidade começa a sumir, os capítulos finais se tornam grandes, descritivos (especialmente quando o protagonista chega em Paris!) e fica uma leitura mais arrastada, um final já esperado (ao menos por mim), mas que contém algumas reviravoltas cômicas.
Vale a pena?
É um clássico. Voltaire é conhecido por seus escritos filosóficos sim, mas há algumas sátiras que entraram para a história da literatura mundial, e essas você certamente não vai querer perder. Com uma escrita irônica, refinada, com muitas alfinetadas nas diversas hipocrisias da sociedade, Cândido, ou o Otimismo vem como um respiro de uma boa literatura e talvez seja necessário para o leitor que esteja de saco cheio de ler mais do mesmo.

Deixarei aqui um link para falar um pouco mais sobre o Leibniz: http://www.fem.unicamp.br/~em313/paginas/person/leibniz.htm

E aqui tem um pouco sobre quem foi Voltaire: http://www.filosofia.com.br/historia_show.php?id=90

Olá pessoal! hoje vou falar de um filme que assisti recentemente e gostei muito, além de ter uma história de romance linda, O espaço entre ...

O espaço entre nós - Um amor além da Terra

Olá pessoal! hoje vou falar de um filme que assisti recentemente e gostei muito, além de ter uma história de romance linda, O espaço entre nós.
A história é sobre seis astronautas (uma mulher e cinco homens) que vão para Marte cumprir uma missão: morar lá durante quatro anos para provar que é possível habitar o planta vermelho.
Dois meses após o foguete ser lançado, Sarah, descobre que está grávida, meses se passam e finalmente ela dá a luz a um lindo menininho, Gardner, mas segundos após o nascimento do garoto, Sarah tem uma convulsão e acaba morrendo. A empresa que financiou a viagem decide manter em segredo a existência do garoto, pois se isso não for feito, a empresa terá grandes consequências.
Dezesseis anos se passam e Gardner já é adolescente e começa a querer descobrir as coisas sozinho, e deseja ir à Terra, principalmente para conhecer sua amiga Tulsa, uma americana no qual ele conversa todos os dias e é sua única amiga "humana". Ele, durante as conversas por computador não diz a ela que ele não pode vê-la porque mora em Marte, mas porque tem uma doença que não permite que ele saia de casa.
Pouco tempo depois, Gardner consegue convencer os cientistas que vivem com ele no planeta a viajarem até a Terra, mas para que ele possa se adaptar no novo planeta, ele tem de se submeter a uma série de procedimentos médicos em seu corpo.
Após chegarem aqui, os cientistas não querem deixar que o garoto saia da quarentena, então ele resolve fugir e encontrar Tulsa.
Nesse meio tempo, ele conhece algumas pessoas e lhe faz a seguinte pergunta: "o que você mais gosta na Terra?".

Ao chegar na escola de Tulsa e vê-la, ele não é bem recebido pela amiga pois ele sumiu por sete meses e isso a deixou bem triste e irritada.
Depois de um dia na escola com Tulsa, ele pega carona com ela a´te sua casa, e os médicos, cientistas e astronautas que cuidaram e cuidam dele acabam o achando. Para fugir do cativeiro, ele s Tulsa começam uma grande aventura para encontrar o pai de Gardner.
Eles vão para o mercado comprar roupas novas, passam uma noite juntos em um mirante, vão até Las Vegas e bem nesta linda cidade, Gardner acaba passando mal e indo para um hospital, quando Tulsa se despede dele com um beijo e ele acorda, ele pede que ela o leve até a casa do pai dele, e assim ela faz.

Bem, se vocês querem saber quem é o pai de Gardner, o que acontece com Tulsa e as aventuras que os dois vivem juntos, assistam ao filme! Vale muito a pena!
É isso gente, espero que tenham gostado e até a próxima!

Olá iniciantes! Hoje vou falar sobre um anime que me deixou fascinada: Mirai Nikki. Confesso que nunca fui de assistir animes, porém, como ...

Mirai Nikki

Olá iniciantes! Hoje vou falar sobre um anime que me deixou fascinada: Mirai Nikki.
Confesso que nunca fui de assistir animes, porém, como foi muito bem recomendado, resolvi dar uma oportunidade à ele, e acabei amando o enredo e as personagens (mesmo que alguns  me deixem um pouco irritada por conta de suas atitudes).
Basicamente esse anime conta a história de um menino chamado Yukiteru Amano, um garoto comum que possui uma vida muito calma, na qual prefere ficar em seu celular, escrevendo em seu diário como um observador ao invés de interagir com os outros. Por conta dessa timidez e por ser tão recluso, o menino durante a noite acaba entrando em um mundo onde acredita que seja "dentro de seu pensamento", porém o que ele não esperava era que seu "sonho" seria sua realidade. Um dia, em um desses "sonhos", Yukiteru acaba sendo convidado para um "jogo" pelo Deus Ex Machina, uma criatura soberana que surgiu dentro da mente do garoto. Achando que tudo não passava de um delírio, o menino acorda e percebe que seu celular possuía anotações que não eram dele, mas que relatavam o que iria acontecer durante o dia! O tal Deus Ex Machina não era um delírio, afinal, e agora o garoto tornou-se o portador de um diário do futuro (Mirai Nikki) e terá que protege-lo até a morte, ou seja, o seu diário seria sua vida, e caso ele fosse quebrado, a vida de Yukiteru também acabaria.

Personagens:
Amano Yukiteru
Yuno Gasai
Takao Hiyama
Keigo Kurusu
Reisuke Houjou
Tsubaki Kasugano
Marco Ikusaba e Ai Mikami
Kamado Ueshita
Minene Uryuu
Kariudo Tsukishima
John Balks
Yomotsu Hirasaka
Deus Ex Machina
Nishijima

Futuramente, posto uma parte 2 desse post, onde conto mais detalhes sobre a história e cada personagem detalhadamente, pois, há uma análise por trás de cada ação que eu gostaria de colocar, e não creio que dentro deste post seja o ideal.
Espero que tenham gostado!

Giih

Olá, pessoal! O post de hoje será sobre a adaptação do mangá (e anime) de Death Note que a Netflix lançou uns dias atrás. Não estava segu...

Death Note: Raiz X Nutella

Olá, pessoal!
O post de hoje será sobre a adaptação do mangá (e anime) de Death Note que a Netflix lançou uns dias atrás. Não estava segura em como estruturar estes post, pois poderia fazer apenas uma review do filme, mencionando um pouco o anime e o mangá, mas acredito que é importante olhar para a obra original, para contemplar as diferenças nos personagens e na história. Portanto escolhi fazer um post comparando anime/mangá com a adaptação da Netflix.
Sinopse
Em Seattle, o estudante do ensino médio, Light Turner (Nat Wolff) encontra um caderno que repentinamente cai do céu, o "Death Note", que permite ao seu portador matar qualquer pessoa que conheça a partir da mera anotação do nome do alvo numa de suas páginas. Ryuk (Willem Dafoe), deus da morte e dono original do caderno aparece para Light e lhe informa que além de morte do indivíduo ele ainda pode designar a forma da morte, desde que conheça seu nome e rosto e deve ser humanamente possível. Ryuk influencia Light a escrever o nome de um valentão que está incomodando uma garota, poucos segundos depois ele é decapitado em um acidente. Naquela noite, Light escreve o nome de Skomal, um criminoso que assassinou sua mãe, que morre em um jantar.
Mia Sutton (Margaret Qualley), uma líder de torcida, pergunta a Light sobre o Death Note, e ele demonstra como isso funciona. Ela encoraja Light a usar o Death Note para livrar o mundo dos criminosos, melhorando a sociedade sob o disfarce de um deus conhecido como "Kira".
As ações de Kira chamam a atenção de "L" (Keith Stanfield), um detetive enigmático que é capaz de localizar a localização de Kira em Seattle e sua fonte para a base de dados policial. L e seu assistente/ figura-paterna, Watari, viajam para lá e se encontram com James Turner, o policial encarregado pelo caso Kira, para discutir como eles vão capturar o “deus”. L dá um discurso televisivo com o rosto escondido, provocando Kira para matá-lo; quando isso não acontece, L suspeita que Kira preciso do rosto e do nome da pessoa para poder matá-la.

A História
A primeira e mais clara mudança que foi feita nesta adaptação da Netflix está relacionada ao local onde decorre a trama. No mangá/anime a história ocorre no Japão, mais especificamente na região de Kanto, já no filme de 2017 a trama se desenrola em Seattle, nos Estados Unidos. Isto, por sua vez, implicaria numa outra mudança, mas desta vez nos personagens. No Death Note original os sobrenomes eram japoneses, uma vez que era onde a história acontecia e os personagens (não todos, mas os principais) são japoneses, quando foi tomada a decisão de mudar a história do Japão para os Estados Unidos os sobrenomes (e os nomes de alguns) personagens mudaram, por exemplo: o Light Yagami, o sobrenome mudou para Turner, o pai de Light, que tem um nome bem japonês mesmo, teve não só o sobrenome mudado, mas também o nome, de Soichiro, como é na história original, foi para James, um nome bem mais norte-americano.
Além das mudanças mais óbvias na localização e nos nomes, existem alterações na própria forma como decorre a trama, nas regras do Death Note na caracterização dos personagens, este último sendo um ponto que eu abordarei mais adiante para poder explorar ao máximo as alterações que foram feitas. Talvez a melhor decisão teria sido transformar esta adaptação em uma série, pois, para quem nunca viu o anime e/ou leu o mangá e desconhece certos pontos da história não vai compreender o quanto Kira conseguiu dominar o mundo ou como é incrível a perseguição de L e Light. Em uma série haveria a oportunidade de explorar muito mais os personagens e não correr tanto com a história. 
Não estou criticando a Netflix por não ter tomado esta decisão, apenas estou expondo algo que eu gostaria que tivesse sido feito, talvez desta forma as reviews sobre a adaptação de 2017 não fossem tão duras, mas não estou ciente do orçamento e nem se por acaso “a série” fez, em algum ponto, parte do planejamento. Mas o fato de ter sido um filme já anunciava cortes de algumas cenas, como planos de Light, e personagens da história original algo até compreensível, pois não tem como condensar toda a trama de Death Note em menos de duas horas, mas o que vou ter que reprovar é a forma como a história foi executada. Alguns pontos eram claro que mudariam, não só pelo tempo, mas pela localidade (acreditem ou não o fato de se nos Estados Unidos e não no Japão acarreta mudanças na história e comportamento da população), mas uma adaptação deve seguir, pelo menos, pontos principais da história. Dentre estes deveriam estar toda a cena de Light tentando descobrir o nome real de Naomi Misora, o surgimento do segundo Kira (que significaria que também entrariam na história os olhos Shinigami), a morte dos agentes do FBI, que aconteceu no filme, porém não foi orquestrado pelo Light (como é no anime/mangá) e não acorre da mesma forma, o que não torna a cena ruim, por acaso foi uma das que eu gostei. Estas não são as únicas cenas que foram cortadas que eram essenciais para a história, são apenas exemplos de acontecimentos importantíssimos para a construção de Kira, para compreender melhor o personagem principal e ficar ainda mais submerso nesse jogo de xadrez mental entre L e Kira.
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ah não...
Mas mesmo que analisemos a adaptação da Netflix como um filme à parte que só usa do conceito de Death Note (que talvez tivesse sido o melhor caminho a tomar quando resolveram adaptar), ele não funciona. Há diversas contradições que podem até parecer pequenas, mas considerando a história como um todo deixam a história incoerente, como por exemplo as regras do caderno, algumas mudaram, outras nem apareceram, mas a principal se manteve “O humano que tiver o nome escrito neste caderno morrerá”, porém há uma cena em que Light ameaça colocar o nome de Ryuk, que é um DEUS DA MORTE, no caderno, sendo que a primeira regra diz claramente que o caderno mata humanos. E já que estamos falando do Light e das incoerências do filme podemos analisar o plano final dele (portanto se você tem interesse em ver o filme da Netflix cuidado, pois agora tem spoilers), era um plano bem meticuloso e curiosamente bem detalhado, a roda gigante onde ele e Mia (sua namorada) estavam misteriosamente seria destruída (eu tomei isto como uma tremenda contradição, pois uma das primeiras coisas que Ryuk disse a Light foi que as mortes deveriam ser humanamente possíveis. 
A cena quebrou completamente com essa regra, pois não é possível um humano, sem equipamentos e/ou máquinas, derrubar uma roda gigante), Mia cairia com o Death Note e arrancaria a folha onde estava escrito o nome de Light que seria consumida pelo fogo e anularia a morte, a menina, poer sua vez, morreria instantaneamente. Já o caderno e Light cairiam no rio e seriam salvos. Percebem como o plano foi bem detalhado? Pois é, Light ao longo do filme não mostrou ter esse tipo de inteligência. É apresentado, no começo do filme, que ele é um aluno inteligente, porém em seu tempo como Kira não houve uma vez que ele se mostrou capaz de arquitetar um plano tão minucioso, tanto que ele deixou diversas pistas que apontam para ele como responsável pelos assassinatos. Então, mais uma contradição, Light tem atitudes que não condizem com plano “inteligente” que teve no final.
Ah! E a música que colocaram enquanto Mia e Light caem, quebra totalmente o clima da cena e faz como que pareça um filme de comédia trash que entra qualquer música, contando que a letra tenha a ver com os sentimentos do personagem. E é importante que isto ocorra, a letra tem que ser condizente com o filme, mas na tentativa de encontrar uma letra de música que conciliasse com os sentimentos de Light (que é meio esquisito, pois eu não acredito que a Mia o amava de verdade) esqueceram-se que a melodia também tem que estar de acordo com a cena e, mesmo que, por algum motivo o filme tenha uma pegada dos anos 80, a música “I Don't Wanna Live Without Your Love” não condiz com a cena. Isto não acontece apenas no final, há pelo menos outras duas cenas onde a música corta totalmente o clima. Parecia que as músicas estavam no modo aleatório e por pouco não começou a tocar Despacito na cena da roda gigante. 

Personagens
Vi alguns vídeos antes de fazer o post e li diversos comentários, para saber mais ou menos o que fez essa adaptação ser tão mal recebida. Fazendo esse levantamento da opinião de outras pessoas e levando em conta a minha experiência assistindo este filme percebi que não foi somente história que fez a adaptação ser ruim, pois a história é boa, o conceito de Death Note, as consequências de seu uso e o embate de Kira e L é super interessante. Mas tudo isto faz parte do conceito original do mangá, a adaptação só pegou e americanizou. Mas mesmo com as contradições até que uma pessoa se diverte com a história (se decidir ignorar os erros no roteiro), porém o que realmente pegou a adaptação foram os personagens. Não vou entrar em grandes detalhes sobre todos os personagens que foram cortados e os que entraram, mas não estão no plano principal, vou focar apenas em quatro: Mia, L, Light e Ryuk.
Resultado de imagem para mia sutton tumblr gifA garota entra muito repentinamente na vida do protagonista, mesmo que no início do filme eles troquem olhares, foi estranho que de repente a Mia era a maior cúlpice de Light e os dois matavam criminosos juntos. Por isso que eu não acredito que ela o amava de verdade, pois “se dá completamente” assim que vê o poder do caderno, mas seus discursos (em especial no final) oscilam entre o “te amo” e o “eu quero o caderno”, então parece muito que ela o está manipulando. Eu diria que a Mia é mais Kira do que o próprio Light, pois ela quer realmente usar e tem planos para derrotar os que estão atrapalhando “sua purificação do mundo”. No mangá/anime esse personagem é completamente diferente, ela é extremamente devota a Light, ama o Kira, pois ele matou o assassino de seus pais e não se importa de ser usada pelo namorado, é doentio. 
Misa tem um Death Note também e, além disso, ela tem olhos Shinigami assim ela consegue ver o verdadeiro nome da pessoa e colocá-lo no Death Note, facilitando mais a morte dos criminosos e dos que se opõe.
Outro personagem que foi totalmente descaracterizado foi o detetive mais inteligente do mundo, L. Vou admitir que no começo do filme eu estava acreditando em seu potencial, ele era meio estranho, suspeitava que Kira na verdade estava em Seattle e não no Japão (foi um chute, mas relevemos), provou que Kira precisava do nome e rosto do indivíduo para matar e adorava doces, tudo checava certinho no que L é em sua essência, mas lá pela metade do filme o personagem se tornou algo totalmente diferente e o que era para ser um gênio calculista e sangue frio se tornou num detetive qualquer que se altera por qualquer coisinha. Isso me decepcionou demais, e vi que outras pessoas também se sentiram assim, a partir do momento que o Watari desapareceu, L se tornou um “bebê birrento” e toma atitudes que jamais o L original teria tomado. 
O personagem foi subvertido, ela pega em armas e rouba um carro de polícia para ir atrás do Kira além disso escreve o nome de Light no Death Note ??. Na obra original podemos ver, em alguns momentos sua raiva ou confusão, pelos movimentos de Kira, porém ele não se exalta ou começa a jogar coisas ao chão, tudo acontece em sua mente, especialmente os conflitos, era raro o L perder a “compostura”, por assim dizer. Isto me leva a outro ponto sobre o personagem: a inteligência. Ele parece ser muito mais inteligente do que a média ao descobrir a real localização de Kira, as pessoas dizem que ele é inteligente, porém o personagem jamais demonstra essa inteligência. Light e Misa deixaram uma série de pistas que os colocavam como culpados dos assassinatos, é incrível como o L, o suposto “detetive mais inteligente do mundo” não prendeu os dois. Vale lembrar que Kira não estava trabalhando em planos mirabolantes contra L, então teria sido bem fácil prendê-los, mesmo com o Light estando em posse do Death Note. Contudo, por algum motivo L está constantemente sendo enganado por Kira (e constantemente perdendo a calma por estar perdendo), o que não acontece no anime. Há vitórias para os dois e mesmo Light tendo o caderno, L já conseguiu colocá-lo em situações complicadas.
No que tange ao protagonista, sabemos que não tem nada a ver com o do original. Ele apanha e não tem amigos, o que jamais aconteceriam com o Light dos mangá/animes, já que ele era popular entre o pessoal da escola, com as garotas também, tinha ótimas notas e a vida perfeita, algo que o entediava, a partir do momento em que o Death Note cai do céu a sua vida muda. Ele ainda mantem a fachada de vida perfeita, filho perfeito, aluno perfeito, mas o Kira faz crescer seu complexo de deus (ponto que não foi colocado no filme). Certo, havia um suposto deus a que chamavam Kira, porém o Light da adaptação não se coloca como um deus, é pressionado pelo Ryuk a usar o caderno e só continuar a usá-lo pela Mia, e na verdade foi ela que teve a ideia de criar um deus para as pessoas. Existem muitas falhas do Light de 2017, queria listar todas aqui, mas irei me ater apenas às principais: Ele conta para Mia de cara que tem o Death Note, sendo que 1) é uma arma extremamente perigosa e 2)Light deveria manter em segredo, pois lembrem-se, ele esta mantando pessoas, se descobrirem que é ele, estará condenado. 
Ele discute os planos de Kira com Mia no meio das aulas, há inclusive uma cena em que Light e Mia estão subindo as escadas da escola, com gente ao redor, e começam a gritar sobre o Death Note e as pessoas que estão matando. Ele sente remorso, o que não é uma coisa ruim, porém não condiz com quem ele deveria ser; o deus do novo mundo justificaria mortes inocentes, por exemplo, com “fins justificam os meios”. Além de tudo isso, faltaram os planos brilhantes de Light, quem eram feitos nos mínimos detalhes, tão perfeitos que quase não pareciam reais, porém no filme ele tem apenas um plano complexo, meio forçado e que não se encaixa nas regras do Death Note. Não posso esquecer de falar aqui a cena em que o Shinigami aparece para Light, não é? Olha eu entendo que uma pessoa possa se assustar com o Ryuk, mas a reação do Light foi extremamente escandalosa e parecia tirada diretamente de um filme de ruim de comédia.
Para finalizar vamos falar de Ryuk, um personagem que eu gostei. Ele mudou um pouco da obra original para o filme, porém a interpretação de Willem Dafoe me agradou, pois consegue conciliar comentários engraçados (e fora de hora, por vezes) e a intimidação, afinal, ele é um deus da morte. O Ryuk deveria ser apenas um observador, ele, assim como Light, estava entediado com a sua vida e achava que seu mundo (dos shinigamis) estava podre, por isso decidiu buscar diversão e jogou um de seus Death Notes na Terra para ver o que aconteceria, Ryuk simplesmente quer ver o circo pegar fogo. Desde o começo fica claro que ele não tem intenções de ajudar Light, só ver o que os humanos fazem com um poder desses nas suas mãos, e sair do tédio em que estava. No filme da Netflix muda um pouco, Ryuk é bem mais ativo na história, ele incita Light a escrever no Death Note e deixa uma ameaça no ar, dá um aviso a Light quando o agente do FBI o está perseguindo e ainda destrói a roda gigante para que o plano sem sentido de Light dê certo. Mesmo assim eu gostei do Ryuk, o Willem Dafoe teve que trabalhar com o que lhe foi dado e isso ele fez bem.

Pontos que deveriam ter sido explorados
Death Note jamais foi um anime voltado à ação policial, com perseguições e destruições, era muito mais do que isso, tínhamos que estar de olho nas entrelinhas, nas discussões morais que nos eram colocadas, e por isso é tão brilhante. Foi algo que faz muita falta nesta adaptação. 
Resultado de imagem para death note gif tumblrTodos gostam de Kira? Aparentemente sim, o filme se deu ao trabalho de mostrar opiniões diferentes em relação ao Kira e nós sabemos que existem pessoas que com certeza o apoiariam, mas outras o rejeitariam e lutariam contra ele, não apenas a “força policial” encarregada do caso Kira, que no filme eram basicamente o L, James (pai de Light) e o Watari. Faltou também alguma figura para nos fazer questionar, pois nem L nem Kira podem estar absolutamente certos em suas atitudes, Kira acredita muito no que faz e acha que está purificando o mundo, mas é isso mesmo que ele está fazendo ou é apenas um gênio com complexo de deus e um tremendo poder em suas mãos que está matando aqueles que ele considera “podres”?
Outro ponto que eu particularmente teria adorado ver era a questão da mídia e como ela transmitiria as ações de Kira. Poderia tentar ser neutra, poderia se opor ao auto-proclamado deus ou ainda poderiam causar caos, medo e “gerar” fanáticos, com é no anime e no mangá a Sakura TV. Por último, a música poderia ter tido um investimento maior. Em vez de colocarem músicas aleatórias, onde só a letra combina, mas a melodia quebra totalmente o clima, poderiam ter colocados músicas mais “religiosas”. Afinal é uma história onde “surge um deus” que acha que é seu dever limpar o mundo. A trilha sonora não é algo à parte do filme, ela integra-o, assim como a fotografia, figurino e a iluminação, e deve ser usado da melhor forma possível. Seria necessário apenas ver o anime e perceber como a trilha sonora dá um suspense maior e constantemente torna as cenas mais fortes, impactantes e memoráveis.


Pessoal, por hoje é só, espero que tenham gostado do post! E comentem o que vocês acharam dessa adaptação!

L Quinn

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The Guardians - super-heróis russos

Da América para o mundo!” Isso é algo bem hollywoodiano. Toda vez que vemos uma “ameaça global” nos filmes blockbuster ela surge nos EUA, ou temos o confronto final lá, ou quer destruir os Estados Unidos. Quando essas situações acontecem elas são ou chatas ou enjoativas, surge aquele sentimento de “isso me lembra aquele outro filme do Transformers…” (cito Transformers porque é um ótimo exemplo desses casos [risos]). Para quebrar essa tradição chegaram em terras tupiniquins um filme que vem direto das frias regiões soviéticas, The Guardians enfim chegou! Será que temos um bom filme de super-heróis, e que acima de tudo são russos?! Venha conferir!

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Quem são Os Guardiões?

A origem dessa equipe vem justamente dos quadrinhos; sim, existe um quadrinho dessa equipe e talvez você nunca tenha ouvido falar, mas não se preocupe, é normal. Bem, o filme é um filme de origem então você, leitor, certamente entenderá quem eles são; contudo é aquele negócio meio previsível: pessoas que foram usadas em testes para criar super soldados durante a União Soviética, assim eles conseguiram incríveis habilidades. O projeto de super soldados foi abandonado com o final da 2ª Grande Guerra, então cada personagem tomou um rumo na vida, contudo uma  grande ameaça aparece e eles precisam se juntar para salvar o país e depois o mundo (aqui alteramos a frase inicial, agora é “da Rússia para o mundo!”).

O filme

É preciso ter cautela aqui: o filme entra como uma aposta do cinema russo nese mercado, então espera-se um baixo orçamento e efeitos especiais não tão bons; devemos ter isso em mente a todo momento ao longo dessas 2 horas de exibição do filme. Bem, agora que o aviso foi dado podemos partir para a crítica.

O filme contém personagens, no mínimo, curiosos, apesar de serem pouco envolventes; existe (ao menos foi o que me pareceu) um sentimento de que o filme corre muito e deixa tudo superficial, de forma que não ligamos para os personagens, apenas sabemos que eles estão ali, têm um propósito, existe um background de cada um e só.

No que tange os efeitos especiais podemos considerá-los medianos. Há momentos - e não são poucos - que podemos ver a diferença gritante do Arsus (um dos personagens que é meio urso e meio homem) em relação aos demais personagens, não por ser um “urso humano” de uns 2 metros, mas por ser uma computação gráfica escancarada.

Os atores não posso dizer que foram ruins, acho que o papel deles foi mal desenvolvido, eles cumprem o papel deles com o que lhes foi entregue, e aí entramos na parte ruim mesmo do filme: o roteiro. Ao ver o filme (caso veja, mas comentarei sobre isso logo mas) não espere por algo novo, o filme é completamente genérico, nada de novo e existem momentos de vergonha alheia - por exemplo: os heróis fazem uma sequência de combos juntos e no final fazem uma “pose para a foto” que achei muito embaraçoso, como quem diz “ei! Somos uma equipe de heroís! Se liga!”. Além disso existem algumas falhas na própria interação dos personagens que, após terem 3 ou 4 linhas de diálogo com a comandante do grupo, se dizem grandes amigos (sério gente?! Fácil assim?).

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Já entendi, não vou ver o filme, certo?

Nesse momento eu me sinto inclinado a dizer não, pois gastará um dinheiro do nosso leitor que eu sei como é suado para conseguir. Contudo é válido falar que durante o filme eu me diverti. É genérico? Sim, totalmente; tem bons efeitos? Não são medianos; boas atuações? Não, são simples; vale a pena?! Se você tentar ver o filme pra se distrair, ver algumas explosões aqui e ali, eu recomendo, mas procure ir  no dia em que o ingresso está mais barato, do contrário pode passar longe e poupar um pouco mais os gastos.


*SPOILER(?):O filme tem um final que permite um gancho para uma sequência, se ela acontecer, espero que o filme melhore os pontos criticados, senão teremos um filme de heróis genérico, mas russo!  

É isso pessoal, espero que tenham gostado! Abraços e até mais!
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